Candidato derrotado na eleição presidencial de 2014, o deputado Aécio Neves (PSDB) rejeitou as suspeitas levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro e afirmou que não houve fraude naquela disputa.
A declaração foi feita para a CNN nesta quinta-feira (15.07) .
ALGUNS DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA DAS URNAS ELETRÔNICAS
• Dispositivos de segurança
• Uso de criptografia
• Código certifica que o sistema da urna é o gerado pelo TSE e não foi modificado
• Somente o sistema do TSE pode funcionar na urna
• O sistema da urna fica disponível para consulta pública por seis meses
• Em Testes Públicos de Segurança, especialistas tentam hackear o equipamento e apresentam as falhas encontradas para o TSE corrigir
• Urnas selecionadas por sorteio são retiradas do local de votação e participam de uma votação paralela, para fins de validação
• Sistema biométrico ajuda a confirmar identidade do eleitor
• “Log”, espécie de caixa-preta, registra tudo o que acontece na urna
• Impressão da zerésima e boletim de urna
• Processo não é conectado à internet
• Lacres são colocados na urna para impedir que dispositivos externos (como um pendrive) sejam inseridos
O QUE BOLSONARO JÁ DISSE SOBRE URNAS ELETRÔNICAS:
‘PERDER NA FRAUDE’
Em live, em setembro de 2018, quando se recuperava de facada
“A grande preocupação realmente não é perder no voto [a eleição presidencial], é perder na fraude. Então, essa possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta.”
‘NÃO POR VOTO’
Em live, em outubro de 2018, antes do segundo turno das eleições
“Isso só pode acontecer por fraude, não por voto, estou convencido.”
‘VOTO IMPRESSO É SINAL DE CLAREZA’
Em novembro de 2019, após Evo Morales renunciar à Presidência da Bolívia
“Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do Presidente Evo Morales. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O VOTO IMPRESSO é sinal de clareza para o Brasil!”, escreveu nas redes sociais.
‘A DIFERENÇA FOI MUITO MAIOR’
Em live, em novembro de 2019, comentando a renuncia de Morales
“Todo mundo dizia que eu tinha tudo para ganhar as eleições na reta final. Eu tinha certeza disso e teve no final 55% para mim e 45% para o outro candidato. Muita gente achou que a diferença foi muito maior. Como um lado ganhou, e nas ruas todo mundo tinha essa convicção de que eu ia ganhar, não houve problema. Mas imagina se o outro lado ganha as eleições, como é que a gente ia auditar esses votos? Não tinha como auditar.”
SUPOSTAS PROVAS
Durante evento em Miami, em março de 2020
“Pelas provas que tenho em minhas mãos, que vou mostrar brevemente [até hoje o presidente não apresentou o material], eu fui eleito no primeiro turno, mas, no meu entender, teve fraude. E nós temos não apenas palavra, temos comprovado, brevemente quero mostrar, porque precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes (…).”
‘VÃO QUERER QUE EU PROVE’
Em novembro de 2020, após votar no pleito municipal
“A minha eleição em 2018 só entendo que fui eleito porque tive muito, mas muito voto. Tinha reclamações que o cara queria votar no 17 e não conseguia. Vão querer que eu prove. É sempre assim. O cara botava um pingo de cola na tecla 7, um tipo de adulteração.”
‘TEVE MUITA FRAUDE LÁ’
Em novembro de 2020, comenta as eleições americanas após votar no pleito municipal
“Tenho minhas fontes [que dizem] que realmente teve muita fraude lá. Isso ninguém discute. Se foi suficiente para definir um ou outro, eu não sei.”
‘É NO PAPELZINHO’
Em conversa com apoiadores, em dezembro de 2020, dá informação falsa sobre as eleições para Presidência da Câmara dos Deputados, que adota sistema eletrônico desde 2007
“O que é comum na Câmara, não sei como está agora. As eleições na Mesa [Diretora], para presidente, é no papelzinho. Não sei como vai ser esta agora.”
PIOR QUE OS EUA
Nesta quinta (7), ao comentar invasão do Congresso americano
“Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos.”
“Lá [EUA], o pessoal votou e potencializaram o voto pelos correios por causa da tal da pandemia e houve gente lá que votou três, quatro vezes, mortos que votaram. Foi uma festa lá. Ninguém pode negar isso daí.”
Com informações da Folha
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