QUIXERAMOBIM: Prefeito diz ser vítima de perseguição política

Em passagem pela Assembleia, Cirilo Pimenta distribuiu documentos que questionam desvio de verbas; segundo MPE, prejuízos por fraudes em licitações podem chegar a R$ 6 milhões (Foto: Google Images)

O prefeito afastado de Quixeramobim, Cirilo Pimenta (PSD), esteve nesta quarta-feira, 10, na Assembleia Legislativa, onde se defendeu das denúncias de ter desviado recursos públicos por meio de fraudes em licitações. Se dizendo vítima de perseguição política, o prefeito afirmou que as licitações questionadas pela Justiça não foram sequer executadas. Nesta terça-feira, 9, Cirilo, o vice-prefeito e mais dez secretários do Município foram afastados, após operação conjunta do Ministério Público Estadual e Polícia Civil.

Em rápida passagem pela Assembleia, Cirilo Pimenta distribuiu entre os deputados documentos que discriminam as licitações promovidas pela sua gestão. Ele afirma que os recursos a que a Prefeitura teve acesso nos três primeiros meses de gestão, através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), não correspondem ao valor descrito na investigação. Segundo o Ministério Público Estadual, prejuízos podem chegar a R$ 6 milhões.

Na manhã de terça-feira, a operação “Quixeramobim Limpo II” coletou material que identificou indícios de fraudes em licitações que podem significar prejuízo de quase R$ 6 milhões. Foram encontrados até bilhetes do prefeito que pediam a vitória de certas empresas em processos licitatórios.

Já é a segunda operação motivada pelo Ministério Público Estadual no Município. Em 21 de março desse ano, a Justiça expediu 20 mandatos de busca e apreensão e determinou o afastamento de sete gestores do município – entre secretários e presidentes de autarquias municipais.

NOTA MP – Sobre as declarações do prefeito afastado de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, o Ministério Público do Estado do Ceará divulgou nota em que esclarece o seguinte:

1 – É absolutamente repugnante e inverídica a afirmação de que a atuação ministerial se deu em virtude de “perseguição política.” Na verdade, a “Operação Quixeramobim Limpo II” aconteceu após sucessivas decisões judiciais proferidas pelos dois juízes da comarca de Quixeramobim em virtude de atos investigatórios realizados pelo Ministério Público. A acusação de perseguição política põe em xeque a lisura e a independência dos juízes e promotores envolvidos, o que não se concebe.

2 – Em momento algum os investigados foram acusados de desvios de R$ 6 milhões. O que as investigações apontam são fraudes e crimes diversos (formação de quadrilha, falsidade ideológica, etc) em processos licitatórios cujo montante gira em torno do valor mencionado. Assim, para esclarecer, AS FRAUDES LICITATÓRIAS SOMADAS CHEGAM AOS R$ 6 MILHÕES.

3- Por fim, consigna-se que o trabalho desenvolvido pelos promotores de Justiça é referendado pela instituição do Ministério Público e que o mesmo possui somente o viés técnico.

O Povo / Assessoria de Imprensa MPCE

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