PF diz que Vorcaro pediu a publicitário dossiê contra CEO do Itaú

A Polícia Federal identificou mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro solicitando ao publicitário Thiago Miranda um levantamento sobre o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, e sua mulher, Camila. Vorcaro expressou que Maluhy estaria lhe causando problemas.

Segundo decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou nesta quinta-feira, 9, uma operação de busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda, a Polícia Federal (PF) identificou mensagens nas quais o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pede um levantamento sobre o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, e sua mulher, Camila Moretti Maluhy.

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De acordo com a decisão, Vorcaro escreveu a Miranda: “Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy”, “Está me causando muito problema” e “Me ajuda nisso?”. O publicitário respondeu: “Deixa comigo”. Em outra conversa, também citada na decisão, Miranda afirmou que o material já estava pronto e sugeriu divulgá-lo por “outro veículo”.

CEO Itaú Americanas Fraude
Maluhy é CEO do Itaú desde fevereiro de 2021 | Foto: Divulgação

Investigação cita conversas de Vorcaro

Conforme a decisão de Mendonça, a PF afirmou ter encontrado um documento com informações pessoais e patrimoniais de Milton e Camila. Segundo os investigadores, o arquivo continha a identidade visual da Agência MiThi, empresa vinculada a Miranda. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

A PF sustenta que os elementos reunidos indicam a participação do publicitário na produção ou circulação de levantamentos sobre pessoas consideradas obstáculos aos interesses de Vorcaro e do grupo ligado ao Banco Master.

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A decisão também menciona o uso de estratégia semelhante contra a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, por meio da coleta de informações pessoais, profissionais e patrimoniais com o objetivo de reunir conteúdo que pudesse constrangê-la ou descredibilizá-la publicamente.

Procurado pela CNN Brasil, o Itaú Unibanco informou que não comentará o caso. Já a defesa de Miranda negou a prática de qualquer ilegalidade, afirmou que seu cliente sempre atuou dentro da legalidade e declarou que a existência de uma investigação não autoriza “juízo antecipado de culpa”. O advogado Rafael Martins informou ainda que Miranda permanecerá à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com a apuração.

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