Depois de dois terremotos devastadores na Venezuela, que resultaram em quase mil mortes, um novo tremor de magnitude 4,9 ocorreu na noite de 26 de junho, aumentando a apreensão entre a população. O fenômeno foi sentido em Caracas e Maracay, enquanto o país ainda lidava com os danos dos abalos anteriores, registrados no dia 24. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que o número de mortos subiu para 920, com 3.360 feridos e 172 desaparecidos.
Depois de dois terremotos severos deixarem quase mil mortos na Venezuela, um novo tremor de magnitude 4,9 sacudiu a costa do país, na noite da sexta-feira 26.
O fenômeno, que elevou a apreensão entre a população já abalada, foi sentido por habitantes de Caracas e Maracay, conforme o Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
O tremor mais recente ocorreu enquanto milhares de venezuelanos ainda enfrentam as consequências dos abalos anteriores, registrados há três dias, considerados os mais destrutivos em mais de um século. Apesar de menos intenso, o novo sismo preocupa autoridades em razão do risco extra para edificações já danificadas.
Balanço das vítimas e danos estruturais na Venezuela
{this.parentElement.querySelectorAll('source').forEach(function(s){s.remove();});}this.removeAttribute('srcset');this.removeAttribute('data-srcset');this.src='https://revistaoeste.com/wp-content/themes/revistaoeste/public/images/logo-with-text.cf01aa.png';)
De acordo com o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, o número de mortos subiu para 920.
O governo também informou que há 3.360 feridos e ao menos 172 pessoas seguem desaparecidas sob os escombros.
Foram identificados danos em 383 edifícios, 13 hospitais, 25 centros comerciais e outras mais de mil estruturas em áreas atingidas.
Os dois primeiros terremotos, ambos com epicentro no Estado de Yaracuy, tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorrendo com apenas 39 segundos de diferença.
Os Estados de La Guaira e a capital, Caracas, foram os mais prejudicados. O controle militar em La Guaira foi mantido para facilitar a atuação das equipes de resgate e evitar bloqueios nas vias de acesso.
Leia também: “O avanço da direita na América do Sul”, reportagem de Erich Mafra publicada na Edição 328 Revista Oeste
“Agradecemos o enorme desejo de ajudar, mas as estradas que estamos usando para transportar os feridos estão ficando congestionadas”, explicou Rodríguez. “A melhor maneira de ajudar é manter as estradas desobstruídas para que as equipes médicas possam transportar os pacientes e as equipes de resgate possam realizar seu trabalho com mais eficácia.”
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que dois brasileiros, um homem e uma mulher, morreram em decorrência dos terremotos. O Itamaraty informou que está oferecendo assistência consular às famílias das vítimas, mas não divulgou os nomes dos cidadãos. A Força Aérea Brasileira (FAB) desembarcou no país com equipe de resgate.

