Venezuela dificulta chegada de ajuda humanitária, denunciam ONGs

Organizações humanitárias acusam a ditadura da Venezuela de dificultar a chegada de ajuda às áreas afetadas pelos terremotos da semana passada, que até o momento já deixaram mais de 2 mil mortos. As entidades afirmam que restrições impostas pelas autoridades atrasam a entrada de equipes de resgate e suprimentos essenciais. A Amavex, por exemplo, denunciou um bloqueio da Polícia Nacional Bolivariana que impediu bombeiros de atuarem nas operações.

Organizações humanitárias acusam a ditadura da Venezuela de dificultar a chegada de ajuda às áreas atingidas pelos terremotos que devastaram o país na semana passada e já deixaram mais de 2 mil mortos.

Segundo as organizações, a ditadura venezuelana impôs restrições que atrasam a entrada de equipes de resgate, equipamentos e suprimentos essenciais. As denúncias surgem enquanto as buscas por desaparecidos entram na segunda semana.

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A Amavex, organização beneficente criada nos Estados Unidos, publicou nas redes sociais um vídeo que mostra um bloqueio da Polícia Nacional Bolivariana. Segundo a entidade, bombeiros venezuelanos foram impedidos de acessar áreas onde atuariam nas operações de resgate.

A organização criticou a medida e afirmou que a prioridade deveria ser o salvamento das vítimas. “Quando vidas estão em risco, não pode haver obstáculos”, declarou. “A prioridade deve ser salvar vidas, auxiliar as vítimas e apoiar aqueles que realizam o trabalho mais árduo.”

Outra entidade que relatou dificuldades foi a Isar Germany, organização alemã especializada em resposta a desastres. Segundo o grupo, a ditadura venezuelana impediu a entrada de uma equipe formada por especialistas alemães e austríacos, apesar de o país ter informado anteriormente que precisava de apoio internacional.

A organização afirmou que, segundo informações da Organização Mundial da Saúde e da Organização das Nações Unidas, o Ministério da Saúde da Venezuela decidiu, na última hora, barrar a entrada de equipes médicas internacionais.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o chileno Francisco Lermanda, representante da equipe de resgate Topos de Chile, também denunciou dificuldades nas operações.

Segundo ele, militares venezuelanos interrompem as operações para exigir documentos de identificação dos socorristas por suspeitarem que integrantes das equipes sejam espiões.

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