Socialista consolida apoio para ser 1º ministro do Reino Unido

• Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, recebeu 369 indicações para se tornar o próximo primeiro-ministro do Reino Unido

• Ele já tornou matematicamente impossível o surgimento de outro candidato à liderança partidária

• Eleições ocorreram depois da renúncia de Keir Starmer, em junho

O Reino Unido está mais perto de conhecer seu próximo primeiro-ministro. Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, chegou a 369 indicações entre deputados do Partido Trabalhista, segundo atualização divulgada pela legenda nesta terça-feira, 14. A deputada Catherine West, única adversária na disputa, recebeu apenas uma indicação.

O partido anunciou eleições internas para o cargo de primeiro-ministro depois da renúncia de Keir Starmer, em junho. O Reino Unido adota um sistema parlamentarista; como o Partido Trabalhista forma o governo, o líder da legenda também assume o principal cargo do país.

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Pelas regras trabalhistas, qualquer candidato precisa do apoio de ao menos 81 dos 403 deputados do partido para disputar a liderança. Burnham já havia ultrapassado esse patamar na segunda-feira 13, quando tornou matematicamente impossível o surgimento de um adversário capaz de alcançar o número mínimo de indicações.

Segundo o jornal britânico The Guardian, Burnham deverá ser confirmado como novo líder do Partido Trabalhista nos próximos dias. Na sequência, a expectativa é que ele assuma oficialmente o cargo de primeiro-ministro em 20 de julho.

Os planos de Burnham para o Reino Unido

Aos 56 anos, Burnham retornou ao Parlamento há poucas semanas, depois de vencer uma eleição suplementar pelo distrito de Makerfield. Antes disso, comandou a Prefeitura de Manchester por três mandatos e já havia tentado, sem sucesso, assumir a liderança do Partido Trabalhista em 2010 e 2015. Em sua primeira disputa, Burnham declarou-se socialista em entrevista ao jornal The Guardian.

Durante uma reunião virtual com deputados trabalhistas nesta segunda-feira, Burnham afirmou que pretende formar um gabinete que represente diferentes correntes do partido. Segundo ele, as nomeações levarão em conta “contribuição, experiência e compromisso”, em uma tentativa de reunir diferentes alas da legenda.

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O político também prometeu mudar a relação entre o governo e a bancada trabalhista no Parlamento. Ele disse que pretende criar uma equipe em que todos sejam “valorizados, vistos e ouvidos” e afirmou que quer ser um líder “responsável, visível e acessível”, mantendo um fluxo constante de diálogo entre parlamentares, comunidades locais e ministros.

Entre as prioridades do futuro governo, Burnham citou a promoção do crescimento econômico em todas as regiões do país, a ampliação da descentralização de poderes para governos locais e o enfrentamento do custo de vida, tema que classificou como um dos principais focos da próxima administração.

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