PGR e PF descartam acordo

A PGR e a PF decidiram encerrar as negociações para o acordo de colaboração de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Após a rejeição de duas propostas, os investigadores afirmam que não há novos fatos ou provas que justifiquem o benefício ao banqueiro, preso preventivamente em Brasília.

Quem é Daniel Vorcaro e qual é a acusação contra ele?

Daniel Vorcaro é o ex-banqueiro que comandava o liquidado Banco Master. Ele é alvo da Operação Compliance Zero, suspeito de chefiar um esquema de fraudes financeiras. As investigações indicam que o esquema causou prejuízos bilionários a investidores, correntistas e fundos de previdência de servidores públicos, utilizando empresas de fachada para mascarar riscos e atrair recursos.

Como funcionaria o acordo de delação premiada que foi rejeitado?

A delação premiada é uma troca: o investigado confessa crimes, entrega novos culpados e devolve dinheiro em troca de uma pena menor. A defesa de Vorcaro ofereceu pagar R$ 40 bilhões em 10 anos. No entanto, a PGR e a PF negaram o acordo porque ele trazia informações que a polícia já conhecia e não oferecia provas concretas, baseando-se em relatos do tipo ‘ouvi dizer’.

Por que o ex-banqueiro foi transferido para o Complexo da Papuda?

Após a rejeição da segunda proposta de delação em junho de 2026, a Polícia Federal solicitou a transferência de Vorcaro da cela na superintendência para a ala ‘Papudinha’, no Complexo da Papuda. O argumento é que o local anterior era para presos provisórios, e não para longos períodos. O ministro André Mendonça autorizou a mudança, determinando que ele fique incomunicável com outros investigados.