Reunião secreta de Lula, Moraes e Alcolumbre ocorre em meio a ações da PF

A reunião reservada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite da terça-feira (4), ocorreu em paralelo ao avanço de investigações da Polícia Federal (PF) sobre suspeitos ligados às cúpulas dos Três Poderes.

O encontro de três horas fora das agendas oficiais na casa de Moraes visou recompor a relação entre Lula e Alcolumbre, estremecida desde a rejeição de Jorge Messias ao STF. Mas também coincidiu com o terceiro inquérito da PF mirando Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, e outras investigações que pressionam as cúpulas dos Poderes.

Investigações da PF, autorizadas pelo STF, sobre corrupção e tráfico de influência ampliam o desgaste do governo. Casos ligados ao Banco Master, às fraudes no INSS e a negócios com ministérios sob suspeita alcançam aliados, ex-assessores e Lulinha e tudo isso compõe um grupo de temas que devem pressionar a campanha do presidente à reeleição.

Embora Lula não seja investigado nesses episódios, o avanço das apurações abalou a imagem de sua gestão ao envolver pessoas que ocuparam posições estratégicas em governos petistas ou que têm contato direto e de longa data com ele, o que reforça a percepção de envolvimento do entorno presidencial em suspeitas de corrupção.