Putin chega à China sob pressão depois de ataque à Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou nesta terça-feira, 19, à China em meio a um cenário delicado para Moscou. Horas antes da viagem, a Rússia realizou um dos maiores ataques aéreos das últimas semanas contra a Ucrânia, em uma ofensiva que acabou atingindo um navio de propriedade chinesa que se aproximava de um porto ucraniano.

Segundo as Forças Armadas da Ucrânia, a ofensiva envolveu 524 drones de ataque — a maioria do tipo Shahed, de origem iraniana — além de 22 mísseis lançados contra alvos em Odessa e outras regiões do país. Prédios residenciais, uma escola de ensino fundamental e uma delegacia foram atingidos no porto sul ucraniano.

Putin: boa vizinhança e cooperação

O episódio ganhou peso diplomático depois que um dos drones atingiu dois navios civis próximos aos portos da Ucrânia. Um deles, o cargueiro KSL Deyang, pertence a uma empresa chinesa, operava sob bandeira das Ilhas Marshall e tinha toda a tripulação formada por chineses. Apesar do impacto, não houve feridos. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, sugeriu que Moscou sabia da presença da embarcação na região. “Os russos não poderiam deixar de saber qual navio estava no mar”. 

Navio atingido por um drone de origem russa transportava tripulação composta por cidadãos chineses | Foto: Reprodução/X
Navio atingido por um drone de origem russa transportava tripulação composta por cidadãos chineses | Foto: Reprodução/X
Navio atingido por um drone de origem russa transportava tripulação composta por cidadãos chineses | Foto: Reprodução/X

O incidente ocorre justamente às vésperas do encontro entre Putin e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. A visita marca os 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa entre Rússia e China e deve ter como principais temas as relações energéticas, a guerra na Ucrânia, a crise envolvendo o Irã e a cooperação estratégica entre os dois países.

Leia também: “Vaidade patológica”, reportagem publicada na Edição 322 da Revista Oeste

A China se tornou o principal parceiro econômico da Rússia desde o início da guerra na Ucrânia e hoje é uma das maiores compradoras de petróleo e gás russos. Por isso, o ataque envolvendo um navio chinês cria um constrangimento adicional para Moscou justamente no momento em que Putin busca reforçar os laços políticos e comerciais com Pequim.

O encontro também é acompanhado com atenção pelo Ocidente, já que Rússia e China vêm ampliando a coordenação diplomática em defesa de uma ordem internacional menos dependente dos Estados Unidos e da influência das potências ocidentais.

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