Nas proximidades do Palácio da Abolição, em Fortaleza, professores e técnicos administrativos em greve fizeram um protesto. O movimento ocorreu no cruzamento das ruas Moreira da Rocha e Nunes Valente durante evento de recepção ao presidente Lula, que está marcado no Ceará.
O objetivo da mobilização é chamar a atenção para a situação da categoria, que está em greve há dois meses. Com isso, as salas de aula do ensino superior das universidades federais cearenses estão paralisadas desde então.
Segundo a presidente do Sindicato dos Professores das Universidades Federais do Ceará (ADUFC), Irenísia Oliveira, há uma discrepância entre a proposta do Governo Federal e a contraproposta apresentada pelo Sindicato Nacional dos Professores das Instituições de Ensino Superior (Andes) . A sugestão de reajuste apresentada pelo Governo propõe um aumento de 0% em 2024, 9% em 2025 e 3,5% em 2026. A contraproposta pede que seja feito da seguinte forma: 3,68% em 2024, 9% em 2025 e 5,16% em 2026.
Para Irenisia, é fundamental que as demandas sejam repercutidas. “Trouxemos nossas faixas em defesa dos pisos constitucionais da educação e da saúde. É importante mostrar aos governantes para que saibam que precisam ouvir as ruas, precisam ouvir os trabalhadores, precisam ouvir os combatentes e, além da política institucional, que somos, constituímos, forças sociais reais, influentes e que também precisam que nos escutemos”, apontou.
Fonte: Blog do Gesso

