Projeto no Chile prevê ouvir batimentos do bebê antes de aborto

• O Congresso do Chile analisa o projeto de lei “Escute Seu Coração”;

• Proposta exige que médicos ofereçam às pacientes a opção de ouvir os batimentos cardíacos do embrião ou feto antes de um aborto legal; e

• Apresentado em 25 de junho por seis deputados, o projeto altera as regras da interrupção da gravidez.

O Congresso do Chile começou a analisar um projeto de lei que prevê que médicos ofereçam às pacientes a possibilidade de ouvir os batimentos cardíacos do embrião ou do feto antes da realização de um aborto legal. A proposta, apresentada por seis deputados, altera as regras para a interrupção da gravidez nos casos permitidos pela legislação chilena.

O texto, denominado “Escute Seu Coração”, foi apresentado ao Congresso em 25 de junho. O tema está em andamento na primeira fase legislativa.

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Se a proposta for aprovada, o médico deverá verificar, conforme a idade gestacional, se há atividade cardíaca detectável e comunicar essa informação à paciente. Em seguida, será obrigado a oferecer a possibilidade de que ela ouça os batimentos acompanhados de uma explicação objetiva sobre o registro.

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O projeto também prevê que a oferta feita pelo profissional de saúde e a decisão da mulher sejam registradas no prontuário médico. Pelo texto, caso a paciente recuse ouvir os batimentos cardíacos, o médico deverá se negar a realizar o aborto.

Desde 2017, o Chile permite a interrupção da gravidez apenas em três hipóteses:

  1. quando a gestação representa risco à vida da mulher;
  2. em casos de inviabilidade do desenvolvimento do feto; e
  3. quando a gravidez resulta de estupro.

A legislação foi aprovada durante o segundo governo da ex-presidente Michelle Bachelet e foi mantida pelo Tribunal Constitucional.

Reações ao projeto contra aborto no Chile

O projeto, assinado pelos deputados Cristóbal Urruticoechea e Álvaro Jofré, do Partido Nacional Libertário; Chiara Barchiesi, Catalina del Real e Claudia Reyes, do Partido Republicano; e Ximena Ossandón, da Renovação Nacional, provocou reação de integrantes da esquerda local. Antonia Orellana, ex-ministra da Mulher e da Igualdade de Gênero, foi uma das que reclamaram publicamente do projeto do Chile que visa a criar mais um alerta em relação ao aborto.

Leia também: “A legalização da barbárie”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição da Revista Oeste

E mais: “Um regime doente”, por J.R. Guzzo


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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