O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em reunião com representantes do setor automotivo no dia 14, que as próteses dentárias do SUS são superiores à dentadura do presidente dos EUA, Donald Trump. Lula destacou investimentos na saúde, como a compra de 880 vans para atendimento odontológico, que utilizam tecnologia de escaneamento e impressão 3D. A declaração ocorreu antes da divulgação nesta quarta-feira, 15, da decisão dos EUA sobre tarifas de 25% contra produtos brasileiros, proposta após investigação inicia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 14, que as próteses dentárias oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) seriam superiores à dentadura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração ocorreu durante uma reunião com representantes do setor automotivo.
Ao comentar investimentos do governo na área da saúde, Lula citou a compra de unidades móveis para atendimento odontológico e destacou o uso de tecnologia na produção de próteses.
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“Nós compramos 880 vans para fazer ambulatório odontológico”, disse Lula. “Ou seja, já que o pobre que está no meio do mato não pode ir na cidade, no dentista, que a gente vá até ele. Inclusive, não faz mais molde de dentadura, agora escaneia a boca do cidadão e faz a prótese em uma máquina 3-D. O que é uma coisa que nem a dentadura do Trump é igual essa”.
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A declaração aconteceu na véspera da divulgação da decisão do governo norte-americano sobre a possível aplicação de tarifas de 25% contra produtos brasileiros.
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que conduz uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras, propôs a medida. O órgão considera que determinadas políticas adotadas pelo Brasil podem restringir o comércio com os EUA.
Trump determinou a abertura da investigação em julho de 2025, com base na Seção 301, da Lei de Comércio de 1974. Os Estados Unidos já utilizaram o instrumento em disputas comerciais contra outros países, como a China.
Governo aguarda decisão dos EUA
Representantes do governo norte-americano informaram ao Palácio do Planalto que divulgarão o anúncio sobre as novas tarifas na tarde desta quarta-feira, 15.
Integrantes do governo brasileiro afirmam que a reação dependerá do conteúdo da decisão. Entre as alternativas em análise estão a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica ou a continuidade das negociações diplomáticas com os Estados Unidos.
A legislação permite que o Brasil adote medidas equivalentes às impostas por outro país, inclusive tarifas e restrições comerciais, em resposta a ações consideradas prejudiciais aos interesses nacionais.
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