Petro antecipa discurso de despedida na Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, antecipou seu discurso de despedida para 20 de julho, data da Independência, rompendo a tradição de fazê-lo na posse do sucessor em 7 de agosto. Petro não participará dos atos de agosto, que considera uma “data trágica”, e convocou uma mobilização em defesa das reformas sociais de seu governo. O anúncio ocorre depois do segundo turno das eleições presidenciais, onde Abelardo de la Espriella venceu Iván Cepeda por cerca de 250 mil votos, e o novo presidente promete endurecer o c

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que antecipará seu discurso de despedida do cargo para o próximo dia 20 de julho, data em que o país celebra a Independência. O pronunciamento ocorrerá em praças públicas, pouco mais de duas semanas antes do fim oficial de seu mandato, previsto para 7 de agosto.

A decisão rompe com a tradição de transmitir o cargo durante a cerimônia de posse do sucessor. Petro afirmou que não participará dos atos de agosto, período que classificou como uma “data trágica”, e convocou uma “mobilização geral” em defesa da independência e da continuidade das reformas sociais promovidas por seu governo.

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O anúncio ocorre enquanto é concluída a apuração oficial do segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 21 de junho. No primeiro turno, em maio, o candidato da ultradireita Abelardo de la Espriella liderou a votação, com 43,7% dos votos, seguido pelo governista Iván Cepeda, com 40,9%.

Petro contestou processo de votação na Colômbia

gustavo petro colômbia
Gustavo Petro divulga imagem em sala de votação — 31/5/2026 | Foto: Reprodução/X/@petrogustavo

Na ocasião, Petro contestou a pré-contagem dos votos e criticou o sistema da empresa Thomas Greg & Sons (TGS), com alegação de uma suposta divergência de 800 mil eleitores no censo. As declarações foram rebatidas pelo ex-presidente Iván Duque, que acusou o mandatário de colocar em dúvida o processo democrático.

Depois de dias de indagações e tentativas do Pacto Histórico de impugnar cerca de 33 mil mesas eleitorais por supostos erros técnicos, a contestação perdeu força. O Registrador Nacional informou que o escrutínio oficial apresentou divergência de apenas 0,003% em relação à apuração preliminar.

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Com a conclusão da recontagem, Iván Cepeda reconheceu a derrota e confirmou a vitória de Abelardo de la Espriella por cerca de 250 mil votos, diferença inferior a 1 ponto porcentual. O presidente eleito recebeu mensagens de congratulações de diversos líderes internacionais, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Conhecido como “El Tigre”, Espriella promete endurecer o combate ao crime, encerrar negociações com grupos armados, ampliar o sistema prisional e rever a participação da Colômbia em organismos internacionais.

Apesar da vitória, o novo presidente deverá governar com um Congresso fragmentado, onde o Pacto Histórico continuará sendo a maior bancada, o que tende a dificultar a aprovação de projetos nos primeiros meses de mandato.

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