Milei cancela ida a encontro do Mercosul e evita encontro com Lula

O presidente da Argentina, Javier Milei, cancelou sua participação na cúpula do Mercosul, marcada para 30 de junho em Assunção, Paraguai. A decisão ocorreu após Milei se reunir com o senador Flávio Bolsonaro em Buenos Aires, onde discutiram alianças políticas. Oficialmente, o governo argentino alegou compromissos institucionais, já que Milei presidirá a posse do novo chefe de Gabinete, Diego Santilli, no mesmo dia.

O presidente da Argentina, Javier Milei, cancelou a sua ida à reunião de cúpula do Mercosul, marcada para esta terça-feira, 30, em Assunção, no Paraguai. A imprensa argentina vinculou a ausência ao encontro do líder liberal com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL), em Buenos Aires. Segundo os jornais locais, o recuo do argentino foi para evitar o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

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Milei recebeu Flávio na residência oficial de Olivos para selar a aliança com a direita brasileira. O mandatário vizinho publicou uma mensagem na internet em que afirma que uma onda azul vai tomar a América Latina, em alusão às eleições presidenciais no Brasil e ao crescimento do conservadorismo no continente. Os dois políticos também dividiram o palco em uma conferência da Fundação Israel Allies na última segunda-feira, 29.

Governo argentino apresenta motivo institucional para o recuo

No entanto, a Casa Rosada rejeitou as versões políticas da mídia e apresentou uma justificativa oficial para a permanência do presidente na capital argentina. O governo informou que Milei comandará a cerimônia de posse do novo chefe de Gabinete da Presidência, Diego Santilli. O evento institucional está agendado para as 16h desta terça-feira, 30, em Buenos Aires.

Os dois presidentes sustentam um distanciamento diplomático desde o início do mandato do argentino. Eles já haviam evitado reuniões bilaterais na cúpula anterior do bloco, realizada em janeiro. Com a saída de Milei da lista de passageiros, o debate semestral do Mercosul reunirá apenas o petista Lula, o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, e o paraguaio Santiago Peña.

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