A presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, declarou na terça-feira, 30, que buscará promover a “reconciliação e unidade” no país depois de vencer o segundo turno das eleições presidenciais com 50,13% dos votos, superando Roberto Sánchez. Em sua primeira entrevista, ela enfatizou a importância de “curar as feridas” da sociedade peruana e destacou desafios como o combate à criminalidade e a estabilidade política.
A presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, afirmou que pretende liderar um processo de “reconciliação e unidade” no país depois de vencer o segundo turno das eleições presidenciais.
A declaração foi dada na terça-feira 30, durante a primeira entrevista concedida pela conservadora depois da divulgação do resultado oficial da votação.
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Keiko venceu a disputa com 50,13% dos votos, contra 49,86% do candidato de esquerda Roberto Sánchez. Em entrevista ao jornalista cubano Ismael Cala, ela disse estar grata pelo resultado e afirmou que uma das principais missões de seu governo será “curar as feridas” da sociedade peruana.
A presidente eleita assume o cargo em 28 de julho, com mandato até 2031. Entre os principais desafios do novo governo estão o combate ao aumento da criminalidade e a recuperação da estabilidade política de um país que teve oito presidentes nos últimos dez anos.
Vitória de Keiko Fujimori representa derrota da esquerda no Peru
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Keiko também afirmou que pretende restaurar a ordem, devolver a confiança da população e oferecer previsibilidade ao setor privado. A vitória marca o retorno do fujimorismo ao poder 26 anos depois da queda do ex-presidente Alberto Fujimori, cujo legado continua dividindo opiniões no Peru.
Enquanto apoiadores destacam a recuperação econômica e o combate às guerrilhas durante o governo de Alberto Fujimori, críticos lembram as condenações por corrupção e violações de direitos humanos. Indagada sobre esse histórico, Keiko afirmou ser “absolutamente respeitosa com o Estado de Direito e a democracia”.
A eleição marca o desfecho de uma trajetória eleitoral iniciada em 2011. Naquele ano, Keiko, então candidata do Fuerza, avançou ao segundo turno, mas perdeu para Ollanta Humala depois de obter aproximadamente 48% dos votos válidos, contra cerca de 51% do adversário.
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