Estados Unidos e Irã têm nova rodada de negociações no Catar

Representantes dos governos dos Estados Unidos e Irã se reúnem em Doha nesta quarta-feira, 1°, para discutir a implementação de um memorando de entendimento que visa a encerrar a guerra entre os dois países no Oriente Médio. As conversas, mediadas por autoridades do Catar e do Paquistão, não contarão com a presença do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e de Jared Kushner. O porta-voz iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que não haverá encontros ‘diretos’ com os EUA.

Representantes dos governos de Estados Unidos e Irã terão uma nova rodada de conversas nesta quarta-feira, 1°, em Doha, em negociações intermediadas por autoridades do Catar e do Paquistão.

O objetivo das reuniões é definir como será a implementação de um memorando de entendimento que encerre, definitivamente, a guerra entre norte-americanos e iranianos no Oriente Médio.

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As informações foram publicadas pela agência de notícias France-Presse, com base em declarações de um diplomata que acompanha as conversas entre os dois países.

As reuniões desta quarta têm caráter técnico e não contam com a participação do enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff. Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, também não estará presente.

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Na terça-feira 30, Witkoff e Kushner se reuniram com o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, em Doha, para tratar do avanço das negociações de paz.

No mesmo dia, o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, afirmou que o regime de Teerã não pretende promover encontros diretos com autoridades dos EUA nos próximos dias.

“O que acontecerá em Doha é uma discussão com o lado catariano sobre a implementação de partes do memorando de entendimento, incluindo a liberação dos ativos iranianos bloqueados”, disse Baghaei em entrevista coletiva.

EUA e Irã firmaram acordo provisório em junho

No início de junho, os governos de EUA e Irã firmaram um acordo provisório que estipulava a diminuição do estoque de urânio enriquecido pelos iranianos, a suspensão das sanções impostas pela Casa Branca ao setor petrolífero do país, a garantia de livre navegação pelo Estreito de Ormuz e um prazo de 60 dias para que os dois países negociassem um acordo mais abrangente.

Ormuz é o canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

A região ainda vive um momento de grande instabilidade. Na semana passada, EUA e Irã voltaram a trocar ataques e geraram ainda mais incerteza em relação ao possível fim dos confrontos.

De acordo com Washington, o Irã atacou embarcações no Estreito de Ormuz, entre as quais um petroleiro carregado com petróleo do Catar – o que levou a uma retaliação dos EUA. No domingo 28, Teerã lançou mísseis e drones contra o Bahrein e o Kuwait.

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