Gilmar defende decisão de Moraes e diz que sigilo de fonte “depende”

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, justificou nesta sexta-feira (14) a decisão do colega Alexandre de Moraes, que autorizou uma ação policial contra a fonte de um jornalista no Maranhão. Gilmar reforçou uma espécie de defesa corporativa da Corte e de Flávio Dino, que se considerou perseguido pelo autor das reportagens sobre um suposto uso irregular de carros oficiais.

Para Gilmar, o caso em questão implicaria “sutilezas” que precisam ser “iluminadas”. O magistrado entende que a garantia constitucional estaria sujeita a “usos e abusos”.

Alexandre de Moraes já havia justificado nesta quinta a própria decisão, que desconsiderou a garantia para investigar o ex-delegado Raimundo Cutrim, fonte do jornalista Luís Pablo. Após o levantamento do sigilo do inquérito, o STF passou a tratar ambos como integrantes de uma “organização criminosa”.

“Como qualquer direito ou sistema de proteção de direitos, nós temos o uso e o abuso. Certamente, não podemos usar determinadas prerrogativas para abusar delas ou eventualmente frustrar outros direitos”, declarou Gilmar Mendes em entrevista exclusiva ao podcast TMC 360. Ele ainda ponderou que o caso em questão envolveria complexidades como “constrangimento ilegal e chantagem”.