Desonra — Por Flávio Gordon

“Como diz o velho ditado: quem anda com porcos, farelo come. E quem faz assessoria de imprensa para ditador merece passar por essa desonra”

Jason Miller, assessor de Donald Trump, foi o último a falar na entrevista coletiva à imprensa depois do encontro de Flávio Bolsonaro com o presidente norte-americano na última terça-feira, 26. Suas palavras não foram amenas. E acertaram na mosca.

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Dirigindo-se aos jornalistas e repórteres presentes, Miller fez uma dura cobrança à imprensa, decerto informado de que boa parte dela agiu como cúmplice da perseguição política contra a direita promovida pela ditadura socialista comandada por Lula e Alexandre de Moraes — cuja polícia política (a outrora respeitada Polícia Federal) chegou a fazer o próprio Miller de vítima em 2021.

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“Eu gostaria de iniciar dizendo que é uma desonra que o presidente Jair Bolsonaro continue preso a esta altura”, disse ele. “E cada um de vocês nesta sala deveria estar denunciando isso, bem como a ação de Alexandre de Moraes para atropelar a democracia, seja no Brasil, seja no resto do mundo.”

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Os receptores da mensagem ficaram com um sorriso amarelo no rosto. Também, pudera! Como maridos traídos, parecem ser os últimos a descobrir que o Brasil sob o luloalexandrismo é uma ditadura e que Jair Bolsonaro é um preso político. Parecem também espantados com o fato de o mundo inteiro saber que o Judiciário brasileiro é um aparelho de perseguição à direita. Miller sabe bem disso pois sofreu na pele os efeitos dessa corrupção político-ideológica do direito.

Desonra para Moraes e para a imprensa brasileira

Mas ele não está sozinho. A Justiça norte-americana já sabia — ao negar a extradição de Allan dos Santos. A Justiça espanhola também — ao negar a extradição de Osvaldo Eustáquio. Bem como a Justiça polonesa — ao conceder oficialmente asilo político a Adriano Castro, o influenciador Didi Redpill, perseguido pelo regime luloalexandrino por reportar o 8 de janeiro. E a Justiça italiana acaba de descobri-lo — ao negar a extradição de Carla Zambelli. Em suma: ainda há juízes no mundo, e todos acabam de declarar implicitamente que Alexandre de Moraes não é um deles.

E a imprensa brasileira que trocava emojis de WhatsApp com o tirano, que até hoje o bajula e ainda tenta legitimar o seu papel teatral de “defensor da democracia”? Ficou com cara de tacho. Tendo de ouvir de um representante do governo norte-americano a dura verdade que ela fez de tudo para esconder. Como diz o velho ditado: quem anda com porcos, farelo come. E quem faz assessoria de imprensa para ditador merece passar por essa desonra.

Leia também: “Era uma vez um fora da lei”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 234 da Revista Oeste

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