Uma cidade com a mística de Juazeiro do Norte tinha realmente que acompanhar atentamente o Conclave que culminou com a eleição do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio a condição de papa, adotando o nome de Francisco. Elementarmente que a torcida dos católicos juazeirense foi para um brasileiro, especial o Cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo.
A imensa Nação Romeira volta suas atenções agora para o trabalho do Papa Francisco e como será seu comportamento em relação a um tema palpitante e aguardado ansiosamente: a reabilitação das ordens sacerdotais do padre Cícero Romão Batista. Com a ascensão do primeiro papa latino americano a frente da Igreja Católica Apostólica Romana renasce naturalmente a esperança de que sejam revistos conceitos e o patriarca do nordeste tenha de volta sua reabilitação canônica.
Historiadores, memorialistas, religiosos e, principalmente, os romeiros têm a opinião de que a reabilitação significa, por parte do Vaticano, uma grande justiça para com o “padim”. Francisco é o 11º Papa desde que padre Cícero perdeu autorização para celebrar.
O processo de reabilitação ganhou força a partir do início da década de 2000, com a ida para Diocese de Crato do Bispo Fernando Panico devidamente instruído para reabrir estudos sobre os “factos do Joaseiro”, a partir de orientação do então cardeal Josef Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, hoje Papa Emérito Bento XVI. Em 2006 tendo a frente Dom Fernando uma comitiva com mais de 50 pessoas esteve no Vaticano com vasta documentação mostrando a dedicação de Cícero a Igreja que foi efetivamente entregue a Ratzinger.
Sabendo da complexidade do processo Dom Fernando lembra que “Roma é eterna e que tudo lá é demorado”. Contudo, a escolha de um religioso do continente americano reacende a chama da expectativa de milhões de pessoas que já têm Cícero como santo popular. No mais simples romeiro é visível à esperança no sentido que o catolicismo romano reconheça o catolicismo popular em todo o mundo, caracterizado aqui no Brasil com a vinda de mais de dois milhões de pessoas por ano para renovar votos com a excelsa padroeira, Nossa senhora das Dores, adorada a partir do padre Cícero e da miraculada beata Maria de Araújo.
Nosso bispo disse recentemente que o Papa Bento XVI foi o que demonstrou maior interesse pelas questões da paróquia de Juazeiro e que defendia mais celeridade no processo. Oremos, pois, para que o Papa Francisco seja iluminado e através de um conceito moderno, progressista e justo repare o equívoco cometido há 122 anos.
Viva o Papa Emérito, Bento! Viva o Papa Francisco! Viva Dom Fernando! Viva o santo popular padre Cícero! Viva a Nação Romeira!
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