Chefe de gabinete de Milei deixa cargo em meio a investigação

Manuel Adorni, chefe de Gabinete do presidente argentino Javier Milei, deixou o cargo neste sábado, 27, em meio a uma investigação por suposto enriquecimento ilícito. A Justiça investiga se ele omitiu cerca de US$ 500 mil em suas declarações patrimoniais, alegando que os valores são provenientes de economias e investimentos em criptomoedas. Adorni, que anteriormente negou qualquer ocultação, comunicou sua saída em uma carta, mencionando ataques à sua família e a pressão pública que enfrentou.

Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente Javier Milei, deixou o cargo, neste sábado, 27, em meio ao avanço da investigação por suposto enriquecimento ilícito.

A Justiça argentina apura se ele omitiu patrimônio e tentou justificar a evolução de seus bens com operações em criptomoedas e gastos não declarados.

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Adorni admitiu ter deixado fora das declarações cerca de US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões, na cotação atual).

Ele disse que os valores vieram de economias e investimentos em criptomoedas feitos entre 2014 e 2018. A explicação, porém, contrariou versões anteriores dadas por ele.

Em abril, ele afirmou ao Congresso argentino que “nunca houve ocultação alguma” de seu patrimônio.

Adorni comunicou a saída em uma carta enviada a Milei. No texto, ele agradece a confiança e diz que sofre ataques há meses.

Ele afirma que as acusações atingiram sua mulher, seus filhos, amigos e vizinhos. Adorni também diz que a exposição pública criou um ambiente de pressão constante e que decidiu encerrar o ciclo iniciado em dezembro de 2023.

A investigação contra o ex-chefe de gabinete

A apuração se concentra na origem dos recursos e na consistência das declarações patrimoniais. O Ministério Público e a Justiça federal também analisam suspeitas sobre compras de imóveis, reformas e outras despesas de valor elevado.

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Entre os pontos sob análise, está a aquisição de roupa de cama, mesa e banho por cerca de US$ 5,6 mil (R$ 28,9 mil).

Adorni começou no governo como porta-voz presidencial em 2023 e depois assumiu a chefia de gabinete em novembro do ano passado.

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