O Vaticano divulgou o relatório de 2025 do Óbolo de São Pedro, que arrecadou 57,6 milhões de euros, com 2,1 milhões provenientes do Brasil, que ocupa a terceira posição entre os doadores, atrás dos EUA e Itália. O fundo financia a missão apostólica do papa e projetos de assistência humanitária, com 63,6% das receitas vindas de dioceses. Em 2025, 54,5 milhões de euros foram distribuídos, apoiando 252 iniciativas em 74 países, incluindo projetos em Gaza, Índia e Ucrânia, além de bolsas de e
O Vaticano divulgou, nesta terça-feira, 30, o relatório de 2025 do Óbolo de São Pedro, o fundo de caridade do chefe da Igreja Católica. O documento registrou doações de € 57,6 milhões, dos quais € 2,1 milhões foram doações de brasileiros. Assim, o Brasil ficou em terceira posição no ranking de contribuintes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Itália.
Além de EUA, Itália e Brasil, estão República da Coreia, Alemanha, França e Espanha entre os maiores doadores do fundo.
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Os recursos do Óbolo de São Pedro sustentam a missão apostólica do papa e projetos de assistência humanitária da Igreja. Os dados cobrem todo o ano de 2025, período que compreende o antes e o depois da entrada de Leão XIV.
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As dioceses mundiais enviaram a maior parte das receitas, correspondente a 63,6% do total. Pessoas físicas, fundações, institutos religiosos, transferências bancárias, cheques, cartões de crédito, PayPal e legados testamentários enviaram as demais contribuições.
Atualmente, há cerca de 182 milhões de católicos no Brasil, segundo o Vaticano. O número representa 13% da população católica mundial. Além disso, o país concentra a maior parcela do continente americano, que abriga 47,8% dos católicos do planeta.
Projetos sociais do Vaticano
O fundo representa um gesto de comunhão com o papa e de solidariedade para levar o Evangelho ao mundo. A coleta ocorre tradicionalmente na solenidade dos Santos Pedro e São Paulo ou no domingo mais próximo. No Brasil, as dioceses realizaram a arrecadação nos dias 27 e 28 de junho.
A Igreja distribuiu € 54,5 milhões do total arrecadado. Desse montante, as atividades da Santa Sé a serviço da missão apostólica do papa receberam € 41,2 milhões. Projetos de assistência direta às populações necessitadas arrecadaram € 13,3 milhões.
Os € 13,3 milhões de assistência direta financiaram 252 iniciativas em 74 países, com foco na África, Ásia e Europa. Os projetos dividem-se em três áreas: ampliação da presença evangelizadora, ações sociais e apoio às Igrejas locais.
A área de evangelização utilizou os recursos para construir igrejas, conventos e centros pastorais. As obras incluem um convento em Mannar (Sri Lanka), uma igreja paroquial em Hagaza (Egito) e um centro pastoral em Kaya (Burkina Faso).
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A área social atendeu a projetos em Gaza. Os recursos também financiaram salas de aula para meninas dalit em Ambikapur (Índia) e uma escola secundária em Bentiu (Sudão do Sul). O relatório cita ainda auxílios humanitários para a população da Ucrânia.
Além disso, o fundo custeou bolsas de estudo em universidades pontifícias para sacerdotes, seminaristas e religiosos da África, América Latina e Ásia.

