O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou a mulher do deputado estadual Ricardo Arruda (PL) e três assessores do parlamentar. A investigação apura um suposto esquema de rachadinha. Segundo o órgão, servidores comissionados repassavam parte dos salários ao deputado.
A denúncia revela crimes de lavagem de dinheiro e concussão entre 2018 e 2023, que envolve cerca de R$ 132,8 mil. Conforme a apuração, Ricardo Arruda exigia os repasses. O deputado não integra esta ação penal, porque o MP-PR já o denunciou em 2024. O parlamentar recebia os valores de forma indireta para ocultar a origem do dinheiro.
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A 2ª Vara Criminal de Curitiba recebeu a denúncia e afastou das funções públicas um dos acusados, que ainda atua na Assembleia Legislativa. O MP-PR afirma que a dispensa evita interferência na apuração e assegura o andamento do processo.
Suposto esquema de rachadinha no gabinete de Ricardo Arruda
Segundo o Gaeco, o suposto esquema operava de diferentes formas. Em três episódios, os valores dos servidores compraram moeda estrangeira entregue ao parlamentar. Em outra ocasião, os repasses ocorreram via cartões de crédito para custear despesas da mulher do deputado.
Os servidores também realizavam transferências bancárias, saques, depósitos em contas de terceiros e pagamentos de despesas pessoais ou para a empresa familiar do parlamentar. Em 2023, dois acusados atuaram diretamente na exigência de repasses e na ocultação dos valores por depósitos em espécie.
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A promotoria denunciou um investigado por lavagem de dinheiro. Outro responde por dez crimes de lavagem e dois de concussão. O terceiro funcionário responde por dois crimes de lavagem. A mulher do deputado foi acusada de oito crimes de lavagem e um de concussão.
Em nota ao jornal Gazeta do Povo, a assessoria de Ricardo Arruda afirmou que as acusações são inverídicas. O comunicado diz ainda que o parlamentar confia na Justiça paranaense, que “reconhecerá a verdade e absolverá todos os envolvidos nas injustas acusações do Gaeco”.

