O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu um rompimento entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o Partido Novo. A declaração ocorreu depois de críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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A crise começou depois de Zema condenar os áudios que mostram conversas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ex-governador mineiro afirmou que a conduta atribuída ao senador seria incompatível com o discurso de combate à corrupção defendido pelos conservadores.
Eduardo acusou Zema de agir por interesse político e sugeriu que a aproximação entre aliados de Jair Bolsonaro e o Novo pode ter chegado ao limite.
Críticas a Flávio Bolsonaro ampliam disputa na direita
As declarações aprofundaram o desgaste entre aliados que, até recentemente, eram apontados como possíveis parceiros em uma composição para a eleição presidencial de 2026. Zema chegou a ser citado como potencial aliado do campo conservador, enquanto Flávio aparecia entre os nomes cogitados pela direita para a disputa nacional.
Além de Eduardo, outros aliados de Flávio reagiram às críticas do ex-governador. O candidato ao Senado pelo Partido Liberal de Santa Catarina Carlos Bolsonaro e o senador Rogério Marinho (PL-RN) fizeram ataques públicos a Zema e o acusaram de oportunismo político.
Leia mais: “A primeira crise de Flávio”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 322 da Revista Oeste
O episódio expõe a disputa pela liderança da direita brasileira para 2026. De um lado, Zema busca consolidar seu nome nacionalmente. De outro, aliados de Bolsonaro tentam preservar a influência sobre o eleitorado conservador e manter o protagonismo no campo da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

