Renan cresce, mas não ameaça; Lula não fura o teto, e Flávio continua sendo o mais forte – Conexão Política

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A corrida eleitoral de 2026 chegou ao meio de junho com três dinâmicas distintas, nenhuma delas definitiva, e todas convergindo para o Datafolha que vai a campo entre quarta (17) e sexta-feira (19) desta semana. O questionário, como noticiou o Conexão Política, iniciará com pergunta espontânea, sem apresentação de nomes, para saber se o eleitor já escolheu candidato e em quem pretende votar.

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O pesquisador, logo em seguida, apresentará uma lista com doze nomes e repete a pergunta de forma estimulada: Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Joaquim Barbosa, Augusto Cury, Hertz Dias, Rui Costa Palmeira, Ciro Gomes, Samira Martins, Cabo Daciolo e Aécio Neves.

O mesmo questionário medirá rejeição, perguntando em quais candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum. Três alterações em relação à pesquisa de 22 de maio: entram Joaquim Barbosa e Aécio Neves; sai Michelle Bolsonaro, incluída na rodada anterior em meio ao impacto inicial do caso Dark Horse, quando seu nome foi testado como alternativa à candidatura de Flávio.

Renan cresce, mas não ameaça

Renan Santos, cofundador do MBL e pré-candidato pelo Partido Missão, é o único nome que apresentou um certo crescimento nos levantamentos recentes. Saiu de 3% no Datafolha de março para 4% na Gerp de junho e atingiu 5,3% na AtlasIntel de abril.

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Entre eleitores de 16 a 24 anos, Renan chegou a 24,7% na AtlasIntel de abril, contra 15,9% na pesquisa anterior do mesmo instituto. No engajamento digital, lidera entre os presidenciáveis com taxa de 5,11% no Instagram contra 1,41% de Flávio Bolsonaro, segundo levantamento da Blade de maio.

Fora do eleitorado jovem e do ambiente digital, os números de Renan permanecem modestos. Alta rejeição nacional, de 45,6% segundo a AtlasIntel de janeiro, e ausência de estrutura partidária e tempo de televisão limitam o alcance da candidatura no eleitorado tradicional.

Flávio pausa, mas resiste

Foto: Reprodução/Flickr

Flávio Bolsonaro, do PL, atravessa o período mais turbulento da pré-campanha. O vazamento dos áudios com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme Dark Horse e a proposta americana de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros acumularam pressão sobre a candidatura ao longo de maio e junho.

Os números, até agora, não mostraram derrocada, ao contrário do que vem sido ventilado nos veículos de comunicação tradicionais. A última pesquisa Datafolha, de 22 de maio, dava Lula vencendo Flávio no segundo turno por 47% a 43%. A Gerp de junho invertia o placar, com Flávio vencendo por 44,7% a 39,1%. A Quaest da semana passada mostrava Lula à frente por 10 pontos no primeiro turno, mas o segundo turno ainda estava empatado dentro da margem.

Flávio, mesmo sob ataques, conforme as sondagens, permanece o candidato da oposição mais competitivo em todos os cenários de segundo turno testados até agora.

Lula não fura o teto

Lula oscila entre 34% e 40% nas pesquisas de primeiro turno sem conseguir crescimento preciso. A rejeição de 48%, a mais alta entre todos os pré-candidatos segundo a Gerp de junho, funciona como limite estrutural difícil de perfurar em ano eleitoral.

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Terceira via segue neutra

Zema e Caiado permanecem entre 2% e 4% em todos os levantamentos recentes, sem sinal de crescimento. A terceira via ainda não encontrou um nome capaz de mobilizar o eleitorado que rejeita tanto Lula quanto Flávio, que nas pesquisas soma entre 40% e 50% do eleitorado.

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