Deputado Guimarães critica ineficiência de ações contra a seca

Reconhecendo a insuficiência nas iniciativas de combate à seca, o deputado federal José Guimarães (PT) diz que vai iniciar uma ampla articulação para reduzir a burocracia e intensificar ações emergenciais (Foto: Divulgação)

O deputado federal José Guimarães (PT) quer usar sua condição de líder do PT e de vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados para iniciar articulação política que tem como objetivo acelerar a execução de medidas emergenciais de combate à seca. A intenção é mobilizar governadores do Nordeste, as respectivas bancadas federais e o Governo Federal para mudar o foco de atuação, reduzir a burocracia e fazer os recursos chegarem mais rápido aos municípios.

“A ideia é uma convocação geral, o mais rápido possível, para todos os governadores e o ministro da Integração Nacional (Fernando Bezerra) para iniciar ação articulada”, explica o parlamentar. Ele diz quer ontem já conversou sobre o assunto com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Hoje, a questão deve ser colocada em pauta na reunião de líderes na Câmara.

Guimarães reconhece que, até o momento, tanto o Governo do Estado como o Governo Federal têm sido ineficientes nas ações relativas à estiagem. Como forma de reduzir a burocracia e agilizar a execução das medidas, afirma que vai propor que a União faça o repasse de verbas diretamente aos municípios, sem os estados funcionando como entreposto. “No Ministério da Integração as ações estão demoradas, o dinheiro está emperrado e a burocracia está matando o homem do campo”, enfatiza o parlamentar.

Conforme O POVO mostrou na última semana, prefeitos do Interior cearense estão descontentes com a ineficiência das ações emergenciais frente à seca, que assola o Estado desde meados de 2012. O que mais preocupa é o risco de desabastecimento de água. De acordo com relatórios da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), a situação é de colapso ou colapso iminente em grande parte dos reservatórios.

Guimarães salienta que resolveu iniciar a articulação após a visita no último fim de semana a Crateús (a 354 quilômetros de Fortaleza) e adjacências – uma das áreas onde a situação é mais crítica. “Temos situação de calamidade total. (…) Estamos cansados de debates, a hora é de solução”, afirma. Para ele, o momento é de concentrar esforços na perfuração de poços profundos, ainda que implique na suspensão momentânea de alguns sistemas de abastecimento. “Ou os governos perfuram poços ou teremos colapso de abastecimento em 30 dias”.

O Povo

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