Comissão especial da seca: Deputado Welington Landim articula volta

Em 2013, parlamentares concluíram as atividades do colegiado com apresentação de um relatório sobre o observado ao longo de meses e perspectivas e sugestões para os próximos anos de estiagem. No ano seguinte, Landim chegou a propor ao presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PROS), que a comissão se transformasse em um colegiado de acompanhamento de projetos de obras do Governo ou em andamento.

Welington Landim , fazendo  um apelo, na sexta-feira (22/03/2013), durante o primeiro expediente da sessão plenária, para que sejam tomadas medidas efetivas no combate à seca no estado do Ceará. | Foto: Reprodução
Welington Landim , fazendo um apelo, na sexta-feira (22/03/2013), durante o primeiro expediente da sessão plenária, para que sejam tomadas medidas efetivas no combate à seca no estado do Ceará. | Foto: Reprodução

“O que existe é um relatório que aponta todas as necessidades urgentes e demandas com a possível seca deste ano, quando o inverno será irregular. Aponta problemas que poderiam surgir e os que já existiam e tudo isso foi colocado lá. Não teve nenhuma ação que lá não tenha sido prevista e diagnosticada”, ressaltou.

O deputado garante que vai manter o esforço para que o colegiado volte a funcionar. “Vou requisitar, logo no início dos trabalhos, o acompanhamento das ações de Governo. É uma matéria que considero das mais importantes, assim como a questão da Segurança Pública”, aponta.

Outra medida já apresentada por Landim e que deve ser mantida é a redução no número de integrantes do grupo. Segundo ele, na criação da primeira comissão, 17 parlamentares se comprometeram a participar dos encontros. Porém, só cinco ou seis compareciam. “Queremos o máximo de sete membros”, diz.

Relatório

A última comissão teve João Jaime (DEM) como presidente, além de Roberto Mesquita (PV) na vice-presidência, Welington Landim na relatoria e Leonardo Pinheiro (PSD) na sub-relatoria. Outros 13 deputados faziam parte do colegiado, mas poucos participavam dos encontros.

Conforme o relatório de 70 páginas, as ações tomadas por Governo Federal e Estadual e municípios são incipientes e as providências devem ser mais efetivas diante do agravamento da situação. A comissão pede uma Lei de Política Nacional de Convivência com o Semiárido visando a uma política permanente e não apenas projetos emergenciais.

A aquisição de estações móveis para tratar a água foi outro ponto citado no texto, além da compra de máquinas perfuratrizes e o fortalecimento da Coordenadoria de Defesa Civil.

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