Cleitinho diz que errou ao pedir foto com Virginia na CPI das Bets

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) expressou arrependimento por ter pedido uma foto com a influenciadora Virginia Fonseca durante a CPI das Bets em maio de 2025, atitude que gerou críticas. Em sessão no Senado, ele classificou o ato como um erro e afirmou que decidiu abordar o tema após conversar com um homem que quase perdeu a vida por causa do vício em jogos online.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou que se arrependeu de pedir uma foto com a influenciadora Virginia Fonseca durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, em maio de 2025. Na ocasião, ele interrompeu a fala para pedir um vídeo e uma foto para a filha e a mulher. A atitude gerou críticas.

Nesta quinta-feira, 9, o parlamentar voltou ao tema durante sessão no Senado e classificou a própria conduta como um erro. “Foi um erro, fui um idiota”, declarou. Segundo ele, a decisão de abordar o assunto novamente ocorreu depois de conversar com um homem que quase perdeu a vida e a família por causa do vício em jogos.

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“Eu não vou nunca ocultar erro, porque quem fica ocultando erro é porque continua no erro”, disse. “Esse foi um erro que eu tive durante o meu processo de senador aqui dentro do Senado. Foi um erro, fui um idiota de pedir uma foto para minha filha da influenciadora Virginia.”

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Depois da repercussão negativa, Cleitinho enviou uma mensagem de áudio para Virginia e pediu que ela deixasse de divulgar plataformas de apostas. Na audiência de maio de 2025, também fez um apelo para que a influenciadora promovesse apenas produtos da própria marca.

“Você não precisa mais disso”, afirmou Cleitinho na ocasião. “Acaba com isso. Divulga seus pré-treinos. Inclusive tomei seu pré-treino hoje. Maravilhoso.” Na mesma sessão, afirmou que Virginia não era “criminosa” nem “bandida” e declarou que o Congresso não tinha “moral” para apontar o dedo para ela.

Cleitinho critica regulamentação das apostas

Atualmente, depois do episódio, o senador defende regras mais rígidas para o setor e responsabiliza o Congresso pela regulamentação das apostas. “O erro maior foi do Congresso, que regulamentou isso”, disse. “Se não tivesse regulamentado, essa porcaria não estaria acabando com milhares de famílias.”

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Cleitinho citou o crescimento das apostas durante a Copa do Mundo de Clubes e os impactos do vício na saúde mental e nos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS). “Isso não é questão de esquerda nem de direita”, continuou. “O Brasil virou o país das bets. Todos os parlamentares têm que se posicionar para dar um fim nisso.”

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