O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou nesta sexta-feira (10) que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresente, em até dez dias, documentos sobre emendas parlamentares que teriam sido distribuídas pelo presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto.
O dirigente partidário é suspeito de direcionar emendas parlamentares de forma irregular. Na decisão da Suprema Corte, o magistrado apontou que Valdemar teria indicado ao menos 21 emendas que totalizariam R$ 119 milhões.
“Das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 119 milhões, que foram empenhadas ou pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação”, diz um trecho da decisão.
As emendas se deram, principalmente, nas áreas de saúde, turismo e cidades.
Em decorrência disso, Dino determinou o bloqueio em patrimônios do presidente do PL no valor de R$ 119 milhões, o mesmo montante das emendas.
A CNN questionou Valdemar sobre a conclusão da PF (Polícia Federal) de que ele teria indicado emendas mesmo sem exercer mandato e ele respondeu que “quando temos cidades pequenas que não tem representação em Brasília, o Líder do Partido é quem faz“.

