Carlos Bolsonaro questiona apoio de Lula a Jaques Wagner

O vereador Carlos Bolsonaro (PL) questionou o apoio público do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao senador Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a liderança do governo no Senado e é investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, relacionada ao Banco Master. Em resposta a declarações de Wagner sobre a firmeza da relação com Lula, Carlos questionou essa proximidade e a tentativa do PT de minimizar a situação.

O vereador Carlos Bolsonaro (PL) questionou nesta quinta-feira, 2, a demonstração pública de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao senador Jaques Wagner (PT-BA), que deixou recentemente a liderança do governo no Senado e é investigado pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero, relacionada ao caso Banco Master.

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Nesta quarta-feira, 1º, Jaques Wagner afirmou que ele e Lula “estão firmes” mesmo com sua saída da liderança governista. Diante disso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, em publicação no X, que a mudança de cargo não altera a proximidade entre os dois. “Jaques sai da liderança, mas avisa: ‘estamos firmes’. Firmes em quê?”, questionou.

Na sequência, o vereador destacou a relação do senador com governo federal e com as investigações em curso. “Amigo de Lula, peça central do governo e agora alvo da PF no caso Banco Master. Quando o escândalo aperta, o PT tenta trocar o cargo. Mas não consegue apagar a parceria.”

A manifestação de Carlos ocorreu um dia depois de Lula e Wagner dividirem o palanque em Alagoinhas (BA), na primeira agenda pública conjunta desde que o senador deixou o comando da liderança do governo no Senado. No evento, o presidente fez uma defesa pública do aliado e o chamou de “irmão”, ressaltando que a relação entre ambos ultrapassa a atuação institucional e se estende por décadas de convivência política.

Além de Wagner, Lula cumprimentou outras lideranças petistas da Bahia, entre elas o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o governador Jerônimo Rodrigues. O gesto foi interpretado por aliados como uma demonstração de respaldo ao senador em meio ao avanço das investigações.

Segundo a emissora CNN, integrantes do Palácio do Planalto avaliam que tentar ocultar a parceria histórica entre Lula e Wagner seria um “deboche com o eleitor”. Nos bastidores, entretanto, o avanço das apurações provocou desgaste dentro do PT.

Lula e Jacques Wagner na Bahia, em 2007 | Foto: Reuters/Jamil Bittar

Jaques Wagner sai da liderança do governo no Senado

Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado no último dia 24, depois de uma conversa com Lula no Palácio do Planalto. A função passou a ser exercida interinamente pela senadora Teresa Leitão (PT-PE).

De acordo com relatos de bastidores, a mudança buscou reduzir o impacto político das investigações sobre supostas fraudes financeiras relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A Polícia Federal apura suspeitas de repasses de recursos ligados ao Banco Master no âmbito da nona fase da Operação Compliance Zero. Jaques Wagner nega ter cometido qualquer irregularidade.

Leia também: “De volta à cena do crime“, reportagem de Yasmin Alencar publicada na Edição 328 da Revista Oeste

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