BNDES financiou bilhões para governos aliados da esquerda

Levantamento divulgado pelo Ranking dos Políticos nesta terça-feira, 12, mostra que o BNDES liberou cerca de US$ 10,5 bilhões para financiar exportações de serviços de engenharia em 15 países entre 1998 e 2017. A maior parte dos recursos foi destinada a governos alinhados à esquerda na América Latina e na África, como Angola, Venezuela e Cuba.

Segundo os dados, Angola liderou os recebimentos, com US$ 3,2 bilhões, seguida por Argentina, Venezuela, República Dominicana, Equador e Cuba. As operações foram executadas principalmente por grandes empreiteiras brasileiras, como Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Camargo Corrêa, posteriormente envolvidas nos escândalos da Operação Lava Jato.

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BNDES: transferência de prejuízo

Embora o BNDES sustente que os recursos eram pagos a empresas brasileiras, e não diretamente aos governos estrangeiros, os países beneficiados assumiam as dívidas. Em casos de inadimplência, o prejuízo acabou sendo absorvido pelo Fundo de Garantia à Exportação, abastecido com dinheiro público brasileiro.

Ranking dos países mais beneficiados pelo caixa do BNDES durante as gestões do PT | Fonte: Ranking dos PolíticosRanking dos países mais beneficiados pelo caixa do BNDES durante as gestões do PT | Fonte: Ranking dos Políticos
Ranking dos países mais beneficiados pelo caixa do BNDES durante as gestões do PT | Fonte: Ranking dos Políticos

Venezuela, Cuba e Moçambique acumularam calotes bilionários. A dívida venezuelana ultrapassou US$ 1,8 bilhão, enquanto Cuba reconheceu não ter condições de quitar valores ligados, entre outras obras, ao Porto de Mariel, financiado durante os governos petistas.

Leia também: “Vermelhos contra azuis”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 321 da Revista Oeste

Críticos revelam que os empréstimos priorizaram regimes autoritários e governos ideologicamente próximos ao PT, enquanto o Brasil enfrentava gargalos históricos em infraestrutura, mobilidade e saneamento. Economistas também questionam o uso de recursos públicos para financiar obras no exterior em um país com baixa capacidade de investimento interno.

Mesmo depois dos calotes e investigações da Lava Jato, o governo do presidente Lula da Silva sancionou em 2026 uma nova lei que autoriza a retomada do financiamento de obras de engenharia no exterior pelo BNDES.

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