O entorno do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aposta em investir na fidelização de votos de eleitores bolsonaristas e de centro, a ponto de continuar levando-o ao segundo turno das eleições.
A equipe de Flávio faz cálculos de estratégia para mantê-lo competitivo perante a crise desencadeada pela revelação da troca de mensagens dele com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, com cobranças de recursos que iriam para um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No momento, há uma preocupação central em manter junto a Flávio aquele eleitor da base mais ferrenha – os chamados “bolsonaristas raiz”. A questão é evitar que esse eleitor migre para as pré-candidaturas de Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) e não permitir que desconfianças atinjam a base de Flávio por dentro.
Portanto, a orientação é evitar uma implosão dos apoios já consolidados e do eleitor fiel que tenha aderido à família Bolsonaro desde o governo de Jair.
Por outro lado, há ainda uma atenção especial a como se movimentará o eleitor ainda não fidelizado. Ou seja, também evitar um desgaste entre os que estão mais ao centro, porventura indecisos, e preservar capital político para a eventual disputa final, quando a capacidade de fidelizar apoios deve pesar mais do que a mobilização da base já consolidada.
Na avaliação de membros da equipe de Flávio, ainda há tempo — cerca de cinco meses até as eleições — para que a situação esfrie e não seja fundamentalmente negativa a ponto de impedir que Flávio chegue ao segundo turno das eleições contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A intenção da equipe de Flávio é que ele chegue em meados de julho com uma distância mais bem consolidada de Lula nas pesquisas de opinião — cerca de cinco pontos percentuais.

