Lionel Messi não voltou à Argentina com a delegação após o vice-campeonato da Copa do Mundo 2026. Enquanto outros 15 jogadores e a comissão técnica partiram de Nova Jersey com destino ao Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, o craque seguiu direto para Miami, onde reside e atua pelo Inter Miami, da MLS. Rodrigo De Paul, também jogador do clube americano, tomou a mesma decisão. A Associação do Futebol Argentino confirmou a situação em comunicado sem citar nomes. “Parte do grupo não embarcará de volta à Argentina.”
A decisão surpreendeu a torcida argentina e o alto escalação da seleção que esperavam um retorno coletivo da delegação a Buenos Aires, com recepção nas ruas da capital, nos moldes do que aconteceu após o título mundial de 2022 no Catar, quando milhões de pessoas foram às ruas celebrar com o elenco. O vice-campeonato não impõe a mesma obrigatoriedade de uma celebração pública, mas nos bastidores havia a expectativa de que Messi, na que pode ter sido sua última Copa do Mundo, se despedisse presencialmente do público argentino. Não foi o que aconteceu.

A ausência de Messi virou o assunto mais comentado da Argentina nesta segunda-feira. A AFA encerrou seu comunicado com agradecimento à torcida, mencionando “as bandeiras, as mensagens, as caravanas, os abraços e o apoio incondicional” recebidos ao longo do torneio, sem endereçar diretamente a ausência do capitão no retorno.
Além de Messi e De Paul, outros jogadores também não retornaram imediatamente. Gerónimo Rulli, Nicolás Paz, Marcos Senesi, Facundo Medina, Valentín Barco, Nicolás González, José Manuel López e Juan Musso foram confirmados fora do voo de volta. A Argentina perdeu a final para a Espanha por 1 a 0, com gol de Lamine Yamal na prorrogação, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
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