A defesa do ministro afastado do STJ, Marco Buzzi, apresentou laudos médicos ao STF para contestar acusações de importunação sexual, alegando que sua disfunção erétil e outras condições de saúde tornam incompatível a conduta descrita por uma jovem de 18 anos, que o acusou de tentativas de assédio sexual, em Balneário Camboriú (SC). A Polícia Federal também investiga mensagens enviadas a ministros do STJ sobre o caso, que mencionam uma suposta reviravolta, apesar das denunciantes manterem suas versões.
A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) laudos médicos para rebater uma das acusações de assédio sexual que pesam contra ele. Os documentos revelam que o magistrado sofre de disfunção erétil, ausência de libido, hipogonadismo (produção deficiente de espermatozoides) e outras condições relacionadas à função sexual.
Segundo o site Metrópoles, os exames foram anexados ao processo em tramitação no STF com o argumento de que o estado de saúde do ministro do STJ seria incompatível com a conduta descrita por uma das denunciantes.
Receba nossas atualizações
O laudo, datado de 6 de fevereiro de 2026, afirma que não há “respaldo” para a hipótese de “função sexual exacerbada”, em razão do comprometimento da função sexual masculina. O documento também registra histórico de cirurgia de próstata, diabetes, hipertensão e uso contínuo de medicamentos.
Saiba mais:
A defesa apresentou o material para contestar a denúncia de uma jovem de 18 anos que afirmou que Buzzi tentou agarrá-la três vezes durante um período de férias em Balneário Camboriú (SC). O caso teria ocorrido em janeiro deste ano.
O ministro também responde a outra acusação, apresentada por uma funcionária terceirizada que atuou como secretária em seu gabinete no STJ.
PF investigará mensagens sobre o caso do ministro do STJ
Nesta segunda-feira, 6, o jornal O Globo informou que a Polícia Federal investigará o envio de mensagens a ministros do STJ relacionadas ao processo que envolve Buzzi.
De acordo com a publicação, um número de telefone com DDD do Rio Grande do Sul encaminhou uma mensagem aos integrantes da Corte com afirmação de existir uma “reviravolta no caso Buzzi”. O texto dizia que uma das “supostas vítimas” teria declarado em depoimento que “não houve nada” e que o magistrado “sempre foi respeitoso”.
+ Entenda o que é Política em Oeste
No entanto, nenhuma das duas denunciantes alterou sua versão dos fatos. A defesa do ministro também procurou uma terceira mulher mencionada por uma das vítimas, mas ela afirmou desconhecer os episódios narrados.
Nos bastidores do STJ, ministros interpretam a circulação da mensagem como uma tentativa de pressionar ou influenciar o julgamento administrativo que definirá o futuro de Buzzi, previsto para agosto.
Quando as acusações se tornaram públicas, Marco Buzzi afirmou que foi “surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e declarou que elas “não correspondem aos fatos”. O ministro também disse que “repudia toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

