A Rússia emitiu um mandado de prisão internacional contra Pavel Durov, fundador do Telegram, acusado de facilitar atividades terroristas ao permitir que serviços de inteligência da Ucrânia recrutassem jovens russos pela plataforma. O Serviço Federal de Segurança (FSB) afirma que o Telegram não removeu conteúdos relacionados a ações terroristas e que, no último ano, prendeu 46 jovens suspeitos de ataques.
A Rússia anunciou nesta quarta-feira, 29, a emissão de um mandado de prisão internacional contra Pavel Durov, fundador do Telegram. As autoridades acusam o empresário de facilitar atividades terroristas ao permitir que serviços de inteligência da Ucrânia usassem a plataforma para recrutar jovens russos envolvidos em ataques e atos de sabotagem.
Segundo o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), o Telegram não removeu conteúdos que teriam servido para coordenar ações classificadas pelo governo como terrorismo, sabotagem, assassinatos em massa e fraudes cibernéticas dentro do território russo.
Receba nossas atualizações
{this.parentElement.querySelectorAll('source').forEach(function(s){s.remove();});}this.removeAttribute('srcset');this.removeAttribute('data-srcset');this.src='https://revistaoeste.com/wp-content/themes/revistaoeste/public/images/logo-with-text.cf01aa.png';)
De acordo com o FSB e o Comitê de Investigação da Rússia, agentes ucranianos usaram o chatbot de relacionamentos Daivinchik, também conhecido como Leo, e se passaram por mulheres para atrair jovens russos e convencê-los a cometer crimes.
As autoridades afirmam que, no último ano, prenderam 46 pessoas entre 12 e 22 anos suspeitas de participação em ataques contra agentes de segurança e incêndios em instalações de transporte, energia, telecomunicações e instituições financeiras.
Telegram reage às acusações
O governo russo informou que incluirá Durov em uma lista internacional de procurados, mas não detalhou qual mecanismo jurídico utilizará. Até o momento, a Interpol não se manifestou sobre o caso.
Nascido na Rússia, Pavel Durov vive em Dubai e possui cidadania dos Emirados Árabes Unidos e da França.
Em resposta, o Telegram publicou uma mensagem na rede social X com uma imagem de Durov fazendo um gesto obsceno, sem comentar diretamente as acusações apresentadas pelas autoridades russas.
O fundador da plataforma também enfrenta investigações na França. Em 2024, as autoridades o prenderam sob a acusação de que o Telegram não adotava medidas suficientes para combater atividades criminosas nem colaborava de forma adequada com as autoridades francesas. Posteriormente, a Justiça autorizou sua saída do país enquanto o processo continua em andamento.
Nos últimos anos, a Rússia ampliou as restrições ao acesso de plataformas tecnológicas estrangeiras e intensificou o controle sobre serviços digitais utilizados pela população.
+ Entenda mais de notícias de Mundo com o guia da Oeste

