
São quase dois meses de negociação e, até agora, nada de martelo batido. A diretoria do Fortaleza admitiu, pela 1ª vez, estar insatisfeita com a demora nas negociações do contrato de exclusividade para que o clube mande seus jogos na Arena Castelão.
Ao contrário do discurso otimista do presidente tricolor Osmar Baquit, no início da semana, de que a novela estava bem próxima de um acerto, o vice-presidente do clube, Daniel Frota, revelou nesta quinta-feira (12) que a negociação não está evoluindo e a diretoria está se cansando de esperar.
“Está um impasse e estamos reavaliando. A negociação não está evoluindo. Temos que rever alguns jogos (do Fortaleza) na Copa do Nordeste, contra o Sousa, por exemplo, de repente não ser realizado no Castelão. Só jogaríamos lá alguns jogos. A questão é a seguinte: ou se resolve de vez essa situação ou iremos mandar nossos jogos no PV”, disparou o dirigente.
LONGA NEGOCIAÇÃO
De acordo com Daniel Frota, os valores a serem pagos aos clubes é o ponto central do entrave. A proposta final da Arena era de repasse mensal de R$ 150 mil, o que não vem agradando a diretoria tricolor. “O contrato é por um período muito longo, e é preciso fazer um negócio muito seguro”, comentou Frota, em entrevista ao O POVO.
OUTROS BENEFÍCIOS
Além do repasse de uma cota mensal, o termo que será válido até 2018 inclui ainda “benefícios” como camarotes fixos, lojas no futuro shopping de atacado da Arena e participação sobre a venda de ingressos VIP. O preço do aluguel do estádio manteria o percentual de 7% da renda, o mesmo praticado antes da reforma. Nenhuma das partes envolvidas na negociação quis divulgar os valores que estão em pauta.
O Povo Esportes

