
O primeiro mês de inscrição para o programa federal Mais Médicos terminou com a adesão de 150 cidades do Ceará. Esse número representa 82% dos municípios do Estado. O anúncio foi feito ontem (26), durante entrevista coletiva realizada na sede do Ministério da Saúde (MS), com participação do titular da pasta, Alexandre Padilha, e do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales.
No total, 124 municípios pertencentes ao grupo prioritário realizaram inscrição no programa. O Ceará teve uma das taxas de adesão mais altas no País, ficando com a quinta colocação nacional (82%) (ver quadro). Os entes da Federação com maior índice foram Amazonas (97%), Amapá (94%), Acre (86%) e Rondônia (85%).
Em todo o País, 3.511 cidades se inscreveram para participar do Mais Médicos. O programa prevê uma bolsa de R$ 10 mil para os profissionais da saúde que atuarem em cidades de interior e periferias das capitais, além de ajuda de custo e cursos de especialização em universidades federais. Foram contabilizadas inscrições de 63% das prefeituras do Brasil. Quando considerados apenas o grupo prioritário, o índice de municípios inscritos sobe para 92%.
“Eu nunca vi um programa do Governo ter esse grau de adesão em apenas 15 dias”, pontuou o ministro Alexandre Padilha. Em vários momentos da entrevista, o titular da Pasta agradeceu o interesse de médicos e prefeituras pelo programa. “Os dados só mostram que faltam médicos no Brasil e que a carência aumentou do começo do ano para hoje”, diz.
Médicos
Uma das indagações mais fortes para o MS foi a quantidade de inscrições de médicos com registros inválidos nos conselhos regionais de medicina. Dos 18.450 profissionais cadastrados, 8.307 (45%) apresentaram números inválidos. Segundo Alexandre Padilha, esses médicos terão até o próximo domingo, 28, para corrigir possíveis falhas no cadastro. “Pode ter sido apenas um erro na digitação”, diz.
Outros 1.270 inscritos são residentes e recebem bolsa do Governo Federal. Estes candidatos também têm até domingo para formalizar o desligamento de programas de especialização e homologar a participação no Mais Médicos. De acordo com os dados coletados pelo MS, todas as cidades inscritas têm capacidade para absorver 15.460 médicos atuando na atenção básica.
Sobre as denúncias de sabotagem ao cadastro – investigadas pela Polícia Federal – Alexandre Padilha disse que continua sendo feita investigação e “esses dados poderão ser mais elementos de acompanhamento”.
O Povo




