MPF quer repatriar fósseis do Cariri contrabandeados na Itália

O Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) enviou, nesta quarta-feira (7), pedido de cooperação jurídica internacional ao Ministério da Justiça na Itália para iniciar o processo de repatriação de fósseis extraídos da Chapada Nacional do Araripe, no Cariri cearense, e exportados ilegalmente. O material paleontológico, extraído em 1983, foi contrabandeado para o país europeu e encontra-se no “Centro Studi e Richerche Ligabue”, em Veneza. O pedido do MPF ao Governo italiano será intermediado pelo Ministério da Justiça no Brasil.

De acordo com o procurador da República Celso Costa Lima Verde Leal, autor do pedido, o MPF tentará recuperar os fósseis contrabandeados por meio de pedido de busca e apreensão enviado à Itália. Tratam-se de duas cabeças de pterossauro, descritas no museu italiano como “único exemplar do Cearadactylo Ligabuei Dalla Vechia 1993”.

Durante investigações sobre o caso, a unidade do MPF em Juazeiro do Norte apurou que não houve autorização de viagem ou estudos dos fósseis por parte do Departamento Nacional de Produção Mineral, o que atesta que as espécies do material paleontológico foram retirados de forma irregular do território brasileiro. O fato também é confirmado por parecer da Coordenadoria Geral do Geopark Araripe, vinculado à Universidade Regional do Cariri (Urca), administrada pelo Estado do Ceará.

Além dos fósseis que encontram-se em Veneza, o MPF pretende repatriar também materiais paleontológicos oriundos da Chapada Nacional do Araripe e pertencentes à União Federal que foram exportados ilegalmente aos Museus da História Natural de Nova York e de Londres e à Universidade Teikyo Heisei, no Japão.

Assessoria de Comunicação Social do MPF/CE

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