
Ruas e calçadas estreitas, sem as mínimas condições de alargamento, tem prejudicado o fluxo de pedestres em algumas áreas do centro comercial de Juazeiro do Norte. A Rua São Paulo, por exemplo, no trecho entre as Ruas da Matriz e Santa Luzia, possui cinco metros de largura. A situação é semelhante em outras artérias da cidade.
Outro problema diz respeito às calçadas desniveladas, com batentes ou rampas, para a entrada de veículos. Para fazer seu percurso, os pedestres são obrigados a descê-las e tomar o leito das ruas, dividindo espaços com carros, motos, bicicletas e carroças, correndo risco de atropelamento.
Estreita, a Rua do Cruzeiro, no trecho entre as Ruas Padre Cícero (centro) e Santa Rosa, imediações do Memorial Padre Cícero (Bairro do Socorro), não dar para trafegar um caminhão (carro pesado). O mesmo acontece em trechos da Rua São José.
Na periferia da cidade, a situação não é diferente. No bairro Timbaúba, em toda extensão da Rua Domingos Sávio, que mede em alguns trechos apenas três metros de largura, as calçadas, além de altas, são desniveladas (cheias de batentes). Por conta disso, várias pessoas já sofreram quedas no local. “Isso inibe o direito de ir e vir do cidadão. Como é que uma pessoa idosa pode se locomover nessas ruas?”, indaga o presidente da Associação Comunitária Lagoa Seca, João Almeida, que tem se posicionado também contra a abertura de loteamentos em diversos pontos da cidade, sem a observância de determinados critérios técnicos. “Em alguns casos, isso é feito sem responsabilidade ambiental ou social, provocando invasão de águas nas residências que são construídas no curso natural delas”, declara.
De acordo com João Almeida, muitos loteamentos em Juazeiro, possuem apenas sete metros de largura, quando deveria ter no mínimo 13 metros, como acontece nos loteamentos no vizinho município de Barbalha. Segundo ele, a entidade tem promovido reuniões com representantes do Ministério Público, Associação Comercial, Sindilojas e outras instituições, discutindo a execução de um amplo projeto de macro e microdrenagem para o bairro Lagoa Seca, um dos que foi bastante prejudicado com as chuvas deste ano. “Praticamente não tivemos inverno, mas as poucas causaram muitos problemas, não só naquele bairro, mas em comunidades adjacentes”, confirma João Almeida.
Jornal do Cariri

