Já é verão no Brasil. Mais precisamente desde a 0h27 desta sexta-feira (22/12), quando a estação começou em todo o Hemisfério Sul. Depois de um ano marcado por ondas atípicas de calor, a previsão é de temperaturas acima da média histórica, segundo relatório climático produzido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Normalmente, o verão no país é marcado pela elevação de temperatura, dias mais longos do que as noites, chuvas fortes, descargas elétricas e ventos de intensidade moderada a forte. Devido ao fenômeno El Niño, que alterna a distribuição da temperatura da água no Oceano Pacífico, as alterações no clima devem ser mais intensas. No Brasil, os efeitos do El Niño podem se prolongar por toda a estação, que termina em 20 de março de 2024.
A Região Nordeste tem expectativa de temperatura acima da média, principalmente nos estados do Maranhão, Piauí e no norte da Bahia. Há previsão de chuva próxima ou abaixo da climatologia no centro-norte da região. Já no centro-sul, por causa do padrão de águas mais aquecidas do Atlântico Sul, podem ocorrer chuvas mais volumosas.
Com base em dados do APEC Climate Center (APCC), centro de pesquisa sediado na Coreia do Sul, o boletim aponta uma probabilidade entre 80% e 90% de que as condições do El Niño persistam até março/abril/maio de 2024.
No trimestre seguinte, essa chance diminui para 60%, indicando um enfraquecimento gradual do fenômeno climático.
O El Niño também poderá influenciar na redução da chuva para o verão no Nordeste, principalmente no centro-norte da região. No entanto, é importante destacar que o padrão de águas mais aquecidas no Atlântico sul pode favorecer a ocorrência de chuvas mais intensas no centro-sul do Nordeste.
*Com informações da Agência Brasil
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