Lula justifica ausência na Marcha para Jesus e alfineta Flávio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) justificou sua ausência na 34ª Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4), em um telefonema ao apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo e organizador do evento.

Lula disse que não participa de “nada religioso” em ano de eleição para não passar a impressão de que quer “tirar proveito político de uma coisa sagrada”.

“Eu vou lhe contar porque que eu não vou. Eu não participo de nada da religião em época de eleição, porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, disse o presidente.

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, que estava ao lado de Hernandes no trio elétrico, divulgou um vídeo que mostra o momento da ligação nas redes sociais.

O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, participou do evento junto com outros políticos. Em seu discurso, ele afirmou que o “mundo do mal” deixará o governo ainda este ano.

Durante a ligação, Lula lembrou que foi o responsável por sancionar, em 2009, o projeto de lei que colocou a Marcha para Jesus no calendário oficial do país. Contudo, o evento é realizado desde 1993.

“Eu estou muito feliz, porque é uma coisa que eu sancionei há tanto tempo atrás. É uma coisa muito importante”, disse.

“Eu entendo [a ausência]. Quero que o senhor saiba que eu sou muito grato pela assinatura da lei, que foi um dia muito, muito especial, que nós estávamos lá presentes. Isso está sempre no nosso coração”, respondeu Hernandes ao presidente.

Lula terminará este mandato sem ter ido ao evento. Messias tem representado o presidente nos últimos anos na Marcha para Jesus. O AGU, que teve sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado, permaneceu no trio elétrico ao lado do ministro André Mendonça.

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