
O Povo
Na linha de defesa dos petistas condenados no processo do mensalão e criticando as multas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do PT, Rui Falcão, disse que está disposto a colaborar com o pagamento das multas. Segundo ele, o PT não irá bancar o pagamento das multas dos seus militantes, mas disse que já ouviu inúmeras manifestações de petistas dispostos a se cotizarem para os pagamentos.
“O PT não vai pagar as multas”. Eu já ouvi manifestação de inúmeros companheiros que estão dispostos a se cotizar, até porque os companheiros não têm recursos para pagar essas multas, totalmente desproporcionais aos crimes que lhes são imputados”, disse. “Se houver manutenção das multas e a cotização e, se me pedirem uma participação, dentro dos meus meios eu vou contribuir”, acrescentou. As declarações foram feitas ontem após o encerramento de reunião do diretório nacional, em Brasília.
Rui Falcão disse ainda que o PT não pretende adotar medidas para punir seus filiados que foram condenados pelo STF no julgamento do mensalão. Segundo ele, os petistas condenados seguem suas vidas normalmente, com todos os todos os direitos partidários assegurados.
“Nós não vemos nenhum crime infamante, que é o que diz o estatuto “para uma punição”. E questionamos o caráter político do julgamento do STF, porque consideramos que não houve compra de votos nem tampouco a aplicação de recursos públicos”, informou. Em relação à perda de mandato dos deputados condenados pelo STF, o petista entende que cabe à Câmara o julgamento sobre a decretação da perda de mandatos.
Sobre a proposta do ex-ministro José Dirceu, um dos filiados que foram condenados, de que o partido fizesse campanha contra o julgamento do mensalão, Rui disse que o próprio proponente retirou o pedido, “ante as manifestações de que o PT já vinha fazendo na defesa dos companheiros e que já havia divulgado nota dando seu posicionamento em relação ao julgamento da Ação Penal 470”.
Os integrantes do Diretório Nacional do PT aprovaram ainda a realização do 5º Congresso Nacional, marcado para fevereiro de 2014, com pauta que inclui realização de debate programático sobre os rumos do PT.

