O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, no fim de semana, das convenções que oficializaram as candidaturas à reeleição dos governadores Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Elmano de Freitas, no Ceará, em um momento estratégico para sua reeleição, com a formalização de sua candidatura marcada para o dia 1º de agosto em São Paulo. O PT enfrenta desafios nas eleições, com Rafael Fonteles, do Piauí, como favorito, enquanto Elmano e Jerônimo enfrentam concorrência acirrada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou, neste fim de semana, sua agenda no Nordeste, principal reduto eleitoral do partido, ao participar das convenções que oficializaram as candidaturas à reeleição dos governadores Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Elmano de Freitas, no Ceará.
A mobilização ocorreu na véspera da formalização da candidatura presidencial de Lula, que acontece neste domingo, 1º, em São Paulo, em um momento de disputas apertadas nos dois Estados que garantiram cerca de 70% dos votos ao petista no segundo turno de 2022.
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A presença de Lula nas convenções reflete a importância estratégica da região para o projeto de reeleição. Embora o PT lance candidatos próprios em cinco Estados nordestinos, apenas o governador do Piauí, Rafael Fonteles, aparece como favorito à vitória, segundo o cenário eleitoral atual.
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No Rio Grande do Norte, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, enfrenta adversários competitivos, como Álvaro Dias (PL) e Allyson Bezerra (União). No Maranhão, o vice-governador Felipe Camarão ainda não conseguiu ganhar espaço nas pesquisas e aparece atrás do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), e de Orleans Brandão (MDB).
Na Bahia, a disputa repete o confronto de 2022 entre Jerônimo Rodrigues e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). Pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada mostra empate técnico no primeiro turno, com 39% das intenções de voto para ACM Neto e 38% para o governador. Em uma eventual segunda etapa da eleição, o ex-prefeito lidera por 43% a 39%.
Embora rejeite a possibilidade de dividir palanque com Flávio Bolsonaro, ACM Neto tem na chapa um candidato do PL ao Senado. No cenário presidencial medido pela Genial/Quaest, Lula aparece com 52% das intenções de voto na Bahia, enquanto Flávio registra 18%.
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Outro fator que amplia a pressão sobre o PT baiano é a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de atuar em defesa de interesses do Banco Master em troca de vantagens indevidas.
Ceará é ponto de preocupação na estratégia petista
No Ceará, o governador Elmano de Freitas também enfrenta dificuldades. Levantamento da Genial/Quaest indica o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) na liderança, com 43% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% do petista. Na simulação de segundo turno, Ciro amplia a vantagem para 48% a 35%.
Nos últimos meses, o PT articulou o fortalecimento da chapa de Elmano sob a coordenação do ex-governador Camilo Santana. Uma das iniciativas foi a construção da candidatura à reeleição do senador Cid Gomes (PSB), movimento que colocou os irmãos Ferreira Gomes em campos políticos distintos.
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Mesmo com aprovação de governo de 52%, Elmano enfrenta o peso da influência política construída por Ciro ao longo das últimas décadas no Estado.
Na disputa presidencial no Estado, a Genial/Quaest aponta Lula com 55% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro soma 22%. Apesar da vantagem do petista na corrida ao Planalto, o desempenho dos candidatos ao governo estadual tornou o Ceará e a Bahia prioridades da estratégia eleitoral do PT na reta inicial da campanha.

