Decisão deve ocorrer após retorno do ex-ministro de viagem; PT quer resolver impasse ainda neste mês

Aliados do ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França avaliam que ele pode aceitar ser vice na chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, desde que ele tenha mais uma reunião diretamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação, segundo interlocutores ouvidos pela Jovem Pan, é de que apenas o petista seria capaz de convencer França a abrir mão de uma candidatura própria.
O martelo deve ser batido após o retorno de França de uma viagem de dez dias ao Peru. O ex-ministro chegou a conversar com Lula na última semana, mas saiu do encontro sem ter sido convencido a aceitar o posto. Havia expectativa de uma resposta ainda nesta semana, mas a viagem deve adiar a decisão para a segunda quinzena do mês.
Internamente, o PT quer resolver o impasse o mais rápido possível. Para interlocutores petistas, França poderia alavancar a campanha de Haddad no interior do estado e equilibrar um perfil de candidatura que, até agora, tem focado em agendas mais universitárias. A decisão também resolveria a questão da vice na chapa ao Palácio dos Bandeirantes, já que Lula busca um nome mais ao centro para sustentar a candidatura petista.
O movimento, no entanto, mantém o imbróglio no campo aliado. Como mostrou a Jovem Pan, o PSB ainda insiste em reservar a segunda vaga ao Senado para França, enquanto Lula quer emplacar a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, da Rede, na disputa pelo Salão Azul. A ida de França para a vice de Haddad abriria caminho para Marina, mas o PSB ainda não sinalizou disposição para abrir mão do posto.

