Cancelamentos de voos entre o Brasil e Portugal aumentam nesta semana por causa de uma greve geral anunciada para esta quarta-feira, 3, por trabalhadores portugueses. Empresas como Latam, TAP Air Portugal e Azul, além do Aeroporto de Lisboa, publicaram orientações e alertas para os passageiros sobre a instabilidade nos horários.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Receba nossas atualizações
A mobilização, articulada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, abrange diferentes categorias. Ela surge como reação a um pacote de medidas para o mercado de trabalho apresentado pelo governo português. Os organizadores afirmam que a paralisação reflete insatisfação de diversos setores.
Recomendações para passageiros e impacto nos aeroportos
O Aeroporto de Lisboa recomenda aos viajantes que consultem previamente o status dos voos com as companhias para evitar deslocamentos desnecessários diante da possibilidade de mudanças ou cancelamentos.
A Azul cancelou dois voos programados de Campinas para Lisboa nesta terça-feira, 2, e outros dois que sairiam de Lisboa para Campinas nesta quarta-feira, 3. A companhia informou que os clientes afetados já recebem notificações e que empenha esforços para reduzir o impacto dessas alterações.


A TAP Air Portugal anunciou a operação limitada a 79 voos durante o período da greve, incluindo rotas que partem de cidades brasileiras como Recife, Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre nos próximos dois dias. Passageiros prejudicados estão recebendo comunicados nos quais a companhia expressa pesar pelos transtornos e afirma estar trabalhando para minimizar os efeitos.
Medidas e alternativas aos passageiros à rota de Portugal
Já a Latam confirmou o cancelamento de quatro voos em razão da greve: duas decolagens de Guarulhos (SP) para Lisboa nesta terça-feira, 2, e duas partidas de Lisboa para Guarulhos (SP) no dia seguinte, 3.
A empresa recomenda que os clientes consultem o status de seus voos por meio do site ou aplicativo. Também oferece remarcação, alteração de destino ou reembolso total dos trechos não utilizados.
Leia também: “Populismo trabalhista”, artigo de Marina Helena publicado na Edição 324 da Revista Oeste
O movimento grevista recebeu respaldo internacional, inclusive do Brasil. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) declarou que a paralisação “interessa diretamente aos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo”.

