Felipe Scolari: o homem que fez da seleção uma família

Felipão técnico da seleção brasileira (Foto: Julio Cesar Guimarães/UOL)

O gaúcho Luiz Felipe Scolari poderia muito bem ter ficado satisfeito ao ter conseguido levar a seleção brasileira de futebol ao título da Copa do Mundo de 2002. Mas resolveu tentar repetir o feito em 2014, que o colocaria numa condição de técnico bicampeão mundial que apenas o italiano Vittorio Pozzo, em 1934 e 1938, conseguiu.

O trabalho para tomar a taça para o Brasil passa antes por entender que o futebol muda muito rápido; a matéria-prima que dá à Canarinho o status de grife também. A decisão, agora, não é do outro lado do mundo. É em casa. Diante de uma torcida que pode levar o time a um tom de patriotismo surpreendente. Mas que pode, também, azedar diante de decepções. É preciso administrar os astros, os protocolos, as pressões, as políticas. As expectativas.

Para ele, o melhor a fazer é isolar todo o resto. Por isso Felipão prefere se isentar de assumir posicionamentos que não sejam relacionados estritamente à seleção brasileira. A missão é dele, as escolhas são dele.

E a fórmula da ‘Família Scolari’, que virou receita de sucesso na década passada, ainda está lá. Agora até com mais cuidado, pois os “filhos” são mais jovens. O sistema é “o mais simples possível”, tornando mais direto o caminho para o objetivo do jogo. Aí as responsabilidades no time se equilibram. E o técnico do Brasil encontra razões para afirmar que a taça será nossa.

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