O cancelamento do voo 0026 da companhia aérea Transportes Aéreos Portugueses (TAP), que teria como destino a cidade de Lisboa, em Portugal, gerou diversos transtornos e indefinições para os passageiros no Aeroporto Pinto Martins em Fortaleza. Quase 24 horas após o cancelamento, os prejudicados não sabiam como e quando iriam seguir viagem.
O problema se iniciou quando a aeronave que viria de Portugal para Fortaleza apresentou problemas. Com isso, os passageiros que embarcariam em Fortaleza foram remanejados para outro voo, porém após duas horas de espera dentro do avião, foi detectado um defeito no banheiro e a viagem foi cancelada.
Em seguida, por volta das 2h, os passageiros foram levados para um hotel localizado na Praia do Futuro, onde permaneceram, sem informações, até as 18h, quando foram levados de volta ao aeroporto por um ônibus. Naquele local, a falta de informações e as indefinições continuaram durante a noite. Para a turista italiana Ester Mazzior, que estava de férias em Recife, o maior problema do cancelamento do voo foi a falta de respostas. “Fiquei oito horas no aeroporto esperando o avião e depois mais duas horas dentro da própria aeronave. Desde que o voo foi cancelado não tivemos mais nenhum tipo de informação”, reclamou a turista.
Após o taxi deixar a italiana e seus dois amigos no hotel, eles ficaram sem saber quando poderiam voltar pra casa. “Após chegar em Portugal terei que fazer conexões para chegar na Itália. Como vou fazer isso? Quantas horas vou esperar pelos outros voos?”, indagou.
Depois dos diversos problemas enfrentados nessa volta para casa, Ester Mazzior afirmou que não pretende voltar a utilizar os serviços da companhia aérea. “A empresa se mostrou bastante desorganizada após o surgimento do problema”.
A jornalista Lúcia Tereza, que vinha de Macapá e iria seguir viagem até a Itália, disse que durante a tarde vários taxistas foram ao hotel com o objetivo de levar alguns passageiros de volta para o aeroporto.
“Enquanto isso, os outros viajantes continuaram sem nenhuma resposta”, explicou. Além disso, Lúcia Tereza comentou que em sua estadia no hotel foi obrigada a pagar pelo que consumiu. Somente quando voltou ao aeroporto foi ressarcida pela companhia aérea.
Diário do Nordeste

