Apreensões de armas no Ceará cresce 31% em dois anos

OKariri, por O Estado

 

Entre julho de 2011 e outubro deste ano, cerca de 26 mil armas foram destruídas no Ceará. O Tribunal de Justiça recolheu 29.133 armamentos nos últimos dois anos, enquanto as equipes de policiamento do Estado apreenderam 9.945 (4.995 em 2011 e 4.950 em 2012). As apreensões incluem, ainda, as entregas voluntárias a partir deste ano, que contabilizam 939 armas e 4.351 munições.  O excedente ainda está nos fóruns cearenses ou nos quartéis da Polícia Militar.

 

Caucaia, Maracanaú, Barra do Ceará e Jangurussu (os dois últimos, Bairros de Fortaleza) são as localidades que, de acordo com levantamento da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), registraram mais apreensões. O levantamento define uma média mensal de, aproximadamente, 200 armamentos detidos e demonstra que, em 2012, as apreensões foram 31% maiores do que em 2010, quando 3.760 armas de fogo saíram das mãos de civis.

 

Entre os fatores que provocaram o crescimento, o aumento da ação policial. De acordo com o coordenador de Planejamento Operacional da SSPDS, Andrade Júnior, no último ano, as equipes do Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) dobraram- hoje, são 30- e o número de motocicletas passou de 85 para 165. “É o Raio que mais apreende. Temos batido, anualmente, recorde de apreensões, resultado de um maior número de abordagens”, avaliou o coordenador.

 

Desde 2005, um Decreto Estadual garante que policiais militares e civis recebam bônus pela apreensão de armas, acessórios e munições. Andrade Júnior não soube precisar o valor total das premiações, porém, afirmou que os valores pagos variam entre R$ 100,00 e R$ 300,00. “A medida estimula a ação policial e cria uma nova cultura”, acrescentou. De acordo com informações de arquivo do jornal O Estado, entre janeiro e agosto de 2011, 3.200 instrumentos foram recolhidos através da prática de incentivo financeiro.

 

Corroborando para a retirada de armas de fogo das ruas, a adesão do Ceará à campanha “Tira uma Arma do Futuro do Brasil”, em 2011, já somou 939 armas e 4.351 munições. Quem entregar, voluntariamente, o material, em um dos 11 pontos aptos para coleta, poderá receber entre R$ 100,00 e R$ 400,00. De acordo com Andrade Júnior, após a entrega, as armas são, “imediatamente”, enviadas para destruição, no Comando da 10ª Região Militar do Exército.

 

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