El Niño pode causar 450 mil mortes no mundo e 13,3 mil no Brasil, estima estudo

Um estudo do Laboratório de Impactos do Clima da Universidade de Chicago estima que o fenômeno El Niño poderá provocar até 450 mil mortes em excesso no mundo até fevereiro de 2027. O levantamento acende um alerta global sobre os efeitos climáticos extremos associados ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e seus desdobramentos na saúde pública.

O Brasil está entre os países apontados como potencialmente afetados. Segundo a projeção, cerca de 13,3 mil mortes em excesso podem ocorrer no país. Entre os mais impactados no mundo estão a Nigéria, com estimativa de 31 mil mortes, além de Indonésia e Sudão, que também aparecem no topo da lista de países com maiores impactos previstos.

O estudo indica ainda que a ocorrência de dias de calor extremo pode aumentar em 44% durante o período analisado. O calor intenso e prolongado amplia a vulnerabilidade da população, especialmente de idosos, crianças e pessoas com comorbidades, e pressiona sistemas de saúde já sobrecarregados em regiões tropicais e subtropicais.

Entre os principais riscos apontados pelos pesquisadores estão doenças relacionadas às altas temperaturas, problemas respiratórios, desnutrição, cólera e enfermidades transmitidas por mosquitos, como dengue e malária. O cenário reforça a necessidade de medidas de adaptação climática e vigilância em saúde para mitigar os impactos do El Niño.

RESUMO EM TÓPICOS:

  • Alerta global: El Niño pode causar até 450 mil mortes em excesso no mundo até fevereiro de 2027.
  • Brasil afetado: estimativa de 13,3 mil mortes em excesso no país.
  • Países mais impactados: Nigéria (31 mil mortes), Indonésia e Sudão entre os mais vulneráveis.
  • Calor extremo: aumento de 44% nos dias de calor extremo.
  • Principais riscos à saúde: doenças por calor, problemas respiratórios, desnutrição, cólera, dengue e malária.

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