Brasileiro no aperto, mas otimista: quase metade diz que dinheiro não é suficiente

Quase metade dos brasileiros avalia a própria situação financeira como regular. Segundo pesquisa Datafolha realizada entre 14 e 19 de setembro com 2.002 pessoas em 125 municípios, 45% classificam sua condição financeira pessoal e familiar como regular. Outros 43% fazem uma avaliação positiva, considerando-a ótima ou boa, enquanto 12% dizem que ela é ruim ou péssima. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

A sensação de aperto fica ainda mais evidente quando o tema é a renda. Para 49% dos entrevistados, o dinheiro não é suficiente: 34% afirmam que a renda não é suficiente e às vezes falta, e 15% dizem que é muito baixa e traz muitas dificuldades. Outros 42% afirmam que ganham exatamente o necessário para viver e apenas 9% dizem que ganham mais do que precisam.

Apesar do presente difícil, o futuro é visto com otimismo. Para 71% dos brasileiros, a situação financeira vai melhorar nos próximos 12 meses – 45% esperam uma melhora grande e 26% uma melhora menor. Outros 21% acreditam que tudo vai permanecer como está, enquanto apenas 5% projetam piora. Esse otimismo se reflete na intenção de consumo, principalmente em itens básicos.

A percepção, no entanto, é desigual. Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, 69% avaliam a situação como ótima ou boa, índice que cai para 33% entre quem ganha até dois salários e 32% nas classes D e E. A expectativa de melhora também varia: é de 78% entre quem ganha de dois a cinco salários, mas cai para 65% nas classes D e E e para 53% entre os com 60 anos ou mais. Para os próximos 12 meses, 34% esperam aumentar o consumo de alimentos, 32% de educação e 29% de roupas e calçados. Para bens duráveis, o plano é mais contido: 23% planejam comprar um carro e 16% um imóvel.

RESUMO EM TÓPICOS:

  • Situação atual: 45% regular, 43% ótima/boa e 12% ruim/péssima
  • Renda insuficiente: 49% dizem que o dinheiro não é suficiente ou traz dificuldades; 42% dizem que é exatamente o necessário e 9% que sobra
  • Otimismo para o futuro: 71% acreditam que vai melhorar nos próximos 12 meses
  • Desigualdade: Avaliação positiva é de 69% entre os mais ricos e de 32% nas classes D e E
  • Intenção de consumo: 34% querem aumentar gasto com alimentos; 23% planejam comprar carro e 16% imóvel
Foto / divulgação

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