O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja ir a Minas Gerais pelo menos duas vezes durante a campanha eleitoral. Os planos incluem um encontro de Lula com mulheres no dia 29 de agosto em Contagem, cidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte e que era administrada por Marília Campos (PT) até o início deste ano.
Antes, em 17 de agosto, haverá o lançamento da chapa encabeçada por Patrus Ananias ao governo estadual e que tem Marília como candidata na primeira vaga ao Senado. O PT ainda mantém conversas em aberto sobre quem assumirá a candidatura de vice na chapa.
Minas Gerais deve ter atenção não só de Lula, como de outros candidatos à presidência por ser considerado um estado tradicionalmente definidor para eleição ao Planalto.
A máxima de que “quem vence em Minas Gerais, vence no Brasil” costuma reforçar a intenção de presidenciáveis na criação de palanques fortes já que é MG é considerado um “estado pêndulo” do perfil do eleitorado brasileiro e que ora tende para a esquerda, ora para a direita.
Em 2022, Lula teve cerca de 40 mil votos a mais em Minas do que o Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno. O petista teve 50,20% dos votos válidos contra 49,80% do ex-presidente.
Relação com o eleitorado feminino
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que até aqui tem se mostrado o principal adversário de Lula, mira aproximação com o eleitorado feminino. O parlamentar tem maior rejeição entre as mulheres que Lula, de acordo com diferentes institutos de pesquisa.
Ainda assim, o PT tem mirado ações para o eleitorado feminino e apostado no discurso direcionado de Lula para esse público, focado sobretudo no eixo da segurança pública. Lula sancionou na quarta-feira, 29, por exemplo, duas leis voltadas à proteção das mulheres.

